terça-feira, 24 de julho de 2018
Um duro golpe sobre a humanidade, não somos senhores de nós mesmos
A psicanálise desde sua criação resultou um grande golpe a humanidade. Se antes se compreendia o indivíduo como totalizado em sua consciência, se abriu a chaga onde isso não é mais possível ser sustentado. O Eu, já não é mais senhor de si mesmo, mas sim dividido em si no que lhe é conhecido de si mesmo e no que não sabe sobre si, mas pertence a si. O inconsciente. Diante disso, sempre se empregaram duras críticas a psicanálise, afinal surgiu como destruidora da fantasia que a humanidade tinha até então sobre si, tanto coletiva como individual. Hoje em dia, já não é diferente do mesmo. Vide o que se aplica e dizem as neurociências, as ideologias políticas, filosóficas, religiosas e científicas vigorantes de forma implacável desde a década de 1950. No entanto, não vivemos mais em tempos onde se impera o desejo, este aparece travestido de gozo. Se outrora tivemos a esperança hoje o que impera é a destrutividade, tanto nos campos da cultura como nos que a clínica apresenta. A cerveja, o cigarro e a droga surgem como resposta implacável a dor e o mantenimento das próprias ilusões. Tudo, menos ter que pensar a construção do mundo que tinha até então feito para si. O até então vale para quando houve o tempo da crise, porém a mesma não teve origem neste exato momento. Não adianta pular fora por meio da indisposição a origem e a incerteza que apresenta a biologização apresentada pelo discurso médico. De toda forma, se apela a um discurso que não evidencie e de sinais do inconsciente. A própria filosofia adotou outro linha. Os problemas estão voltados agora para o ser, assim como nas áreas medicinais a genético biologia. Tudo é herdado, não vos preocupais. No entanto, antes de encerrar, é preciso voltar a 1950 e os primeiros psicotrópicos criados como a clorpromazina, primeiro anti psicótico em prol da regularização dos doentes mentais. No entanto, isso apenas permitia o não surto daqueles que provavam a real existência do desconhecido de si, mas que não pertencia apenas a eles, mas sim a todos.
Assinar:
Comentários (Atom)