terça-feira, 27 de março de 2018

Todos somos iguais, mas alguns ...

Todos somos iguais, mas alguns são mais iguais que os outros. Uma frase que se tornou clássica, de fato pelo seu valor literário, mas não só este, pois isso abrange uma realidade a respeito daquilo que se tornou social, justiça. Essas coisas que não se tem mais muito crédito por aí. Antes de continuar, quero retomar uma posição de Walter Benjamin quando fala que a história pertence aos vencedores, ou seja, aqueles que convencem com sua história, mas não que esta guarda o valor de verdade. Importante evocar isso, justamente por dar margem a dúvida de quando se crê em suas certezas. No entanto, voltando ao plano social, aqui nos convencemos pelos fatos, se quisermos ir adiante é preciso aplicar outras ferramentas, como a psicologia, psicanálise. Mas mantendo-se no plano dos fatos, temos visto uma degradação do social, pois com o jeito de querer provar a própria verdade se abre mais do que nunca o direito a impunidade. Situação a qual o povo se vê duplicado, tanto porque não aguenta como porque não faz nada. E poderia fazer alguma coisa?
De fato, nos vemos numa situação complicada, pois o sistema está corrompido, é preciso lutar contra este. No entanto, é importante mais uma vez pararmos para dar uma pontuada diante dos efeitos da massa que engolem os sujeitos, pois qual lugar melhor pra realizarmos nossas fantasias infantis, destrutivas ou seja quais forem do que em grupo?
Ai surge o super pai, o grupo dos que são fortes ... Falando nisso, não vemos diariamente comentários ou postagens no virtual que só os fortes fazem isso ou aquilo, como se os que não o fazem em conseguinte fossem os fracos ou fracassados? Uma mensagem que não é difícil de perceber que é pessoal pra quem mesmo a emite ou compartilha de seus ideais.
Bom, se fossemos continuar falando, ficaríamos um bom tempo discutindo sobre estes temas, mas quero finalizar isso com a questão da importância no reconhecimento da diferença do outro e ao mesmo tempo das semelhanças, mas que enquanto não reconhecermos nossa individualidade e responsabilidade nos feitos, nada é feito se não repetições ... Como se diz em história, o passado se repete como acontecimento.
Não se fala tanto dos movimentos nazistas pelo ódio ao diferente?
Bom, o buraco como se diz é bem mais embaixo, mas deixamos isso pra outra discussão.

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