segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Uma História da Medicina em Relação ao Corpo Humano

Como toda a ciência, a medicina teve seus aspectos evolutivos, sendo que primeiramente, em seus primórdios era tal qual a prática curandeira que conhecemos e vemos as práticas ainda hoje. Se acreditava que os males estavam de acordo com as emoções, receitando muitas vezes como forma de melhora o relaxamento e chás. Prática vigente ainda hoje, porém agora, diferente de outrora sabemos que não são exatamente os chás ou o relaxamento que curam, mas sim o ciclo do vírus que passou. Normalmente duas semanas como no caso da gripe.
A medicina tomou sua distância de tais práticas, quando se baseou no modelo cartesiano que compreendia o corpo como uma máquina. Junto com isso, surgiram as especulações sobre as bactérias e os vírus, de tal forma que tudo começou a ser concebido de acordo com a bactéria que deveria ser atacada ou vírus a ser eliminado. Se criou inclusive junto com isso, no começo do século XX um modo militar de tratar na medicina, se deveria atacar, bombardear os corpos que estavam causando um mal estar ao sujeito. No entanto, como é possível ver, a questão de emoções ficou de fora. Tanto que, o modelo de formação do médico não se baseia na intervenção com o paciente, mas com a doença deste, Tem-se diante do profissional um corpo doente, como que dessubjetivado.
A psiquiatria por fim, que se juntou a medicina depois de ter feito parte de seu corpo teórico a anatomobiologia, também ficou restrita a estes aspectos. No entanto, como demonstram as condições sociais e as próprias estatisticas médicas, a doença mesmo depois de curada pode voltar. Como se acreditava anteriormente, a história ambiental e subjetiva do paciente também compõe o quadro da doença
Mesmo a medicina não tendo tomado para si estes aspectos, a psicologia e a psicanálise o fizeram. Se dedicaram a estudar as condições mentais e do ambiente dos sujeitos que sofrem, que sofrem inclusive por algo que foge a este modelo fisicalista, sofrem também de modo abstrato, por pensamentos, ideias, fantasias ... Angústias ...
Com isso, encerro como uma importante pergunta, seria possível tratar aquilo que nãos e pode localizar geográfica ou anatomicamente?
Pode responder ao seu modo como crê isso, mas de toda forma, posso afirmar que sim. A psicanálise e a psicologia tem comprovado isso pela sua experiência e corpus teórico.

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