É comum ouvir dos pais, que o (a) filho (a) já é grandinho (a), e se espera que não faça mais birra, que tenha aprendido que tem que dividi, que tem que ajuda os afazeres de casa, que tem suas obrigações. Uma verdade de fato, quando os papeis estão bem estabelecidos dentro da relação familiar.
No entanto, quando temos o velho modelo, um tanto antigo inclusive, em que o homem trabalha, e porque trabalha no pesado quando chega em casa espera tudo pronto, como o filhinho da mamãe, bem como foi na sua infância com seu pai e seguiu com ele. Encontramos dificuldades de papéis estabelecidos, pois ele controla a cena e espera que o sigam. Porém, isso nem sempre é efetivo. E aí, presenciamos um corte na linha transgeracional, em que se inaugura um novo destino ao futuro por vir. Porém, a velha prole precisa ser mantida e cria-se o conflito. Um conflito que de fato já está instalado na mente do provedor (pai) e que por conseguinte também se transmite ao filho (a). Encerrá-lo no plano físico, do real, muitas vezes acontece apenas pelo afastamento, pois dificilmente se estabelece diálogos em tais relações. Mas o conflito intrapsíquico segue internamente, nas escolhas pessoais e no modo de se relacionar com os outros. A tolerância ao diferente, a espera, frustração.
O que reflete a necessidade de ajuda para poder realizar mudanças. Dai que entra a psicoterapia como ferramenta de auxílio para mudança de destino, pois a tendência que se traz em si e na auto ajuda, é repetir o mesmo ...
terça-feira, 15 de janeiro de 2019
quinta-feira, 10 de janeiro de 2019
Para que servem os sonhos? Para que sonhamos?
Durante muito tempo, se criaram diferentes explicações sobre os sonhos. Formas auto explicativas como mitológicas, que já traziam em si os elementos dos sonhos detalhados. Como se cada elemento do sonho tivesse já seu significado pré definido. Outras teorias, sugerem também, que nossa alma sai do corpo e vai ao encontro de outras enquanto dormimos, de acordo com os pensamentos que tivemos no dia. Uma teoria um tanto interessante, mas não de todo verdadeira.
É verdade, nossos sonhos são influenciados pelos pensamentos que tivemos no dia, o modo como temos levado nossa vida. No entanto, a alma não sai do corpo, os sonhos são nossa própria produção, onde somos responsáveis pelo que criamos. Uma condição que começa a nos levar as respostas das perguntas do título.
Afinal de contas, pra que servem os sonhos? Servem para nos comunicar algo.
Freud quando elaborou a teoria psicanalítica a partir da interpretação dos sonhos, via a elaboração onírica (sonho), como uma realização de desejo. Aquilo que você pensou, mas não pode cumprir no dia você realiza no sonho. Um fato verdadeiro, mas incompleto quanto aos sonhos, pois nem todo sonho é bom e também nem todos são realização de desejo. Também há os sonhos de angústia, em que muitas vezes acordamos em um susto diante do conteúdo do sonho, ou mesmo passamos um dia perturbados devido ao que mobilizou aquele sonhos.
Mas como os sonhos se formam? O que ocasiona isso?
Freud foi certeiro, quando elaborou a forma de construção dos sonhos, sendo que neles somos: o personagem principal, o diretor e a platéia. Logo, todos os elementos do sonho foram construídos por nós mesmos. Um fator que contradiz que saímos do corpo quando sonhamos, pois somos nós mesmos que colocamos os personagens que fazem parte da cena lá. E essa questão da cena nos liga a um importante fator, da onde sai isso e de onde tira forças. Surge como dito anteriormente, de acordo com os pensamentos diurnos e a forma de vida que vem se levando, tirando sua força do infantil do próprio sonhante, pois como também nos ensinou a psicanálise e temos provas pela vida cotidiana, é da infância que surgem os protótipos, potenciais e impedimentos para a vida.
Isso nos liga a pra que sonhamos? Uma pergunta que se liga a primeira e que por isso as coloquei como título do texto. O sonho serve como comunicação de algo, sendo que sonhamos para que seja possível elaborar aquele conteúdo que insiste em retornar e do qual não temos como escapar. As vezes também como Freud disse servindo como função de desejo realizado, descarga e estado de plenitude.
Agora, o sentido do sonho, cabe a cada sonhante poder analisar.
É verdade, nossos sonhos são influenciados pelos pensamentos que tivemos no dia, o modo como temos levado nossa vida. No entanto, a alma não sai do corpo, os sonhos são nossa própria produção, onde somos responsáveis pelo que criamos. Uma condição que começa a nos levar as respostas das perguntas do título.
Afinal de contas, pra que servem os sonhos? Servem para nos comunicar algo.
Freud quando elaborou a teoria psicanalítica a partir da interpretação dos sonhos, via a elaboração onírica (sonho), como uma realização de desejo. Aquilo que você pensou, mas não pode cumprir no dia você realiza no sonho. Um fato verdadeiro, mas incompleto quanto aos sonhos, pois nem todo sonho é bom e também nem todos são realização de desejo. Também há os sonhos de angústia, em que muitas vezes acordamos em um susto diante do conteúdo do sonho, ou mesmo passamos um dia perturbados devido ao que mobilizou aquele sonhos.
Mas como os sonhos se formam? O que ocasiona isso?
Freud foi certeiro, quando elaborou a forma de construção dos sonhos, sendo que neles somos: o personagem principal, o diretor e a platéia. Logo, todos os elementos do sonho foram construídos por nós mesmos. Um fator que contradiz que saímos do corpo quando sonhamos, pois somos nós mesmos que colocamos os personagens que fazem parte da cena lá. E essa questão da cena nos liga a um importante fator, da onde sai isso e de onde tira forças. Surge como dito anteriormente, de acordo com os pensamentos diurnos e a forma de vida que vem se levando, tirando sua força do infantil do próprio sonhante, pois como também nos ensinou a psicanálise e temos provas pela vida cotidiana, é da infância que surgem os protótipos, potenciais e impedimentos para a vida.
Isso nos liga a pra que sonhamos? Uma pergunta que se liga a primeira e que por isso as coloquei como título do texto. O sonho serve como comunicação de algo, sendo que sonhamos para que seja possível elaborar aquele conteúdo que insiste em retornar e do qual não temos como escapar. As vezes também como Freud disse servindo como função de desejo realizado, descarga e estado de plenitude.
Agora, o sentido do sonho, cabe a cada sonhante poder analisar.
sábado, 5 de janeiro de 2019
Desejo X Necessidade
Desejo e necessidade parecem palavras estranhas ao uso cotidiano em nosso meio comum. Não porque elas não existam, mas sim porque delas se esquiva. Sobre o desejo se tem medo de saber. Necessidades normalmente não se toma conta de quais são.
Inevitavelmente, nos deparamos com um desejo desenfreado, que não pode ser barrado, colocando as ações sobre o prisma da atuação. Cumprirei sem pensar sobre. Ai, realmente as necessidades nem entram em questão. Apenas se age, sem pensar sobre.
Exemplos disso, temos nos aspirantes a vida adulta, os adolescentes, em que uma prova que estão virando gente grande, é o primeiro porre, como se este não ocasionasse mal estar, e todo o resto que sabemos ...
Pois é, se pensa sobre depois, antes ... Nem pensa!
É preciso mostrar que tem força, poder, assim como quando se compram coisas que não se tem necessidade. O interessante disso, é mostrar que você tem.
Mas cá entre nós, tem o que?
Aparência?
Pros outros sim.
Mas e pra ti?
Uma pergunta muitas vezes estranha. E que nos remete a uma das condições da depressão, viver sob o domínio da validação do outro. Não tenho valor pelo que eu sou, mas sim pelo que dizem que eu sou.
Ai é claro, tudo se confunde ...
Inevitavelmente, nos deparamos com um desejo desenfreado, que não pode ser barrado, colocando as ações sobre o prisma da atuação. Cumprirei sem pensar sobre. Ai, realmente as necessidades nem entram em questão. Apenas se age, sem pensar sobre.
Exemplos disso, temos nos aspirantes a vida adulta, os adolescentes, em que uma prova que estão virando gente grande, é o primeiro porre, como se este não ocasionasse mal estar, e todo o resto que sabemos ...
Pois é, se pensa sobre depois, antes ... Nem pensa!
É preciso mostrar que tem força, poder, assim como quando se compram coisas que não se tem necessidade. O interessante disso, é mostrar que você tem.
Mas cá entre nós, tem o que?
Aparência?
Pros outros sim.
Mas e pra ti?
Uma pergunta muitas vezes estranha. E que nos remete a uma das condições da depressão, viver sob o domínio da validação do outro. Não tenho valor pelo que eu sou, mas sim pelo que dizem que eu sou.
Ai é claro, tudo se confunde ...
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