É comum ouvir dos pais, que o (a) filho (a) já é grandinho (a), e se espera que não faça mais birra, que tenha aprendido que tem que dividi, que tem que ajuda os afazeres de casa, que tem suas obrigações. Uma verdade de fato, quando os papeis estão bem estabelecidos dentro da relação familiar.
No entanto, quando temos o velho modelo, um tanto antigo inclusive, em que o homem trabalha, e porque trabalha no pesado quando chega em casa espera tudo pronto, como o filhinho da mamãe, bem como foi na sua infância com seu pai e seguiu com ele. Encontramos dificuldades de papéis estabelecidos, pois ele controla a cena e espera que o sigam. Porém, isso nem sempre é efetivo. E aí, presenciamos um corte na linha transgeracional, em que se inaugura um novo destino ao futuro por vir. Porém, a velha prole precisa ser mantida e cria-se o conflito. Um conflito que de fato já está instalado na mente do provedor (pai) e que por conseguinte também se transmite ao filho (a). Encerrá-lo no plano físico, do real, muitas vezes acontece apenas pelo afastamento, pois dificilmente se estabelece diálogos em tais relações. Mas o conflito intrapsíquico segue internamente, nas escolhas pessoais e no modo de se relacionar com os outros. A tolerância ao diferente, a espera, frustração.
O que reflete a necessidade de ajuda para poder realizar mudanças. Dai que entra a psicoterapia como ferramenta de auxílio para mudança de destino, pois a tendência que se traz em si e na auto ajuda, é repetir o mesmo ...
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