domingo, 10 de fevereiro de 2019

Feminicídio como patologia social e individual

A convivência entre si mesmo e o outro, é o papel principal no começo da vida. Dando base este começo para o que virá depois no convívio, na escola, entre amigos, no trabalho, na sociedade em geral. Como disse um importante psicanalista (Winnicott), Tudo começa em casa Sobre esta base mesmo, introjetamos o jeito de gostar, a escolha do tipo de pessoas com quem nos identificamos, mesmo que isso submeta a uma convivência caótica, pois como disse no começo do texto, é a partir dos primeiros objetos (pais) que temos em nós o modo de se relacionar, interpessoal.
Sobre esses princípios, inconscientes, cria-se uma personalidade, com padrões de comportamento, desejos e a relação com o mundo, com o qual também, acabamos escolhendo, aceitando nosso objeto de amor. Que de fato, muitas vezes é problemático. Ainda mais em uma sociedade que aparenta tudo estar bem, mas na verdade grita por socorro!
Ou talvez não, pois pode haver um prazer sob ameaça também. Entre morrer e ficar sozinho (a) é melhor morrer. Uma frase tanto consciente como inconsciente das mulheres que se tornam vítimas. Há um sintoma dentro da relação, um sofrimento implícito que mantêm o relacionamento de pé. Fora dele não há o reconhecimento do amor. O desejo se torna confuso, se sente a ameaça, se quer distância do agressor, mas também assim tá tudo bem. "Eu quero, mas também não quero, quero a coisa e o seu contrário!"
Outras vezes, se percebe a ameaça, se levantam as restrições judiciais, isso quando da tempo, pois as vezes a paixão foi mais forte e o encanto do amor acabou e a amada foi eliminada ...
Muitos são os problemas quando falamos de relacionamento, pois este é um modo de exercício muito fraturado, que mais vale pelo que você parece ser do que você é, mas cuidado, o príncipe pode ser um monstro!
Assim como a princesa também pode ser uma bruxa!
Quem se priva disso nos dias atuais?

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