Comumente dentro da evolução humana, os traumas se formam na infância, criando um psiquismo sólido, que cria as próprias formas de resposta frente ao mundo interno e ao externo. Porém, este psiquismo não se fecha para sempre depois da infância. Continua sujeito durante a vida toda a novas experiências, mesmo que a base mais sólida tenha se firmado durante a infância. Dentro dessas experiências, em muitos casos dentro de nossa sociedade, se criam as condições da depressão, que se fundamenta sobre a desvalorização, desamor em relação a si mesmo. Criando assim, pessoas que se tornam depressivas devido a próprias condições de vida, assim como aquelas que se deprimem frente aos golpes da vida dentro do passar da vida. Assim como acontece com o envelhecimento, em que há o desinvestimento corporal e psíquico diante das perdas da vida, tanto no nível interpessoal, como corporal. O corpo que era vigorante outrora, agora já não é mais. A mente que era ativa, já não tem mais as mesmas capacidades de reflexão e reflexo.
E é importante pontuar essa condição, mesmo frente as inúmeras cirurgias, Botox que tenham surgido como forma de evitar os efeitos da velhice. As aparentes soluções estéticas. Mas que não nos livram da realidade da velhice, que durante muito tempo foi negada, escrachada e ainda hoje é mal vista, pois o tempo em que vigora e força da juventude, já não tem mais valor. E como vivemos em uma cultura mundial em que o maior valor é constituído de aparências, a falta das mesmas causa as condições da depressão.
Porém, isso não é uma necessidade, poi também ocorre de acordo com as capacidades e respostas que cada um da diante da vida e o passar do tempo. Sempre presente no externo, mas onipresente na questão psíquica em que revigoram todos os tempos psíquicos, da infância, juventude, idade adulta e agora a velhice, que se acolhe como um fardo ou como um tempo de sabedoria.
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