Olá, obrigado por ter
visitado este link. Talvez você pense pelo título que é um texto,
pode ser que sim, mas é mais uma conversa. Uma conversa sobre a
depressão, sua estranha manifestação cíclica e o engano do
suposto bem estar. Digo engano, pois o sujeito se firma em pequenos
momentos, onde como toda maré alta, depois do tempo violento das
revoltas do mar, há a calmaria. Porém, é importante ressaltar, que
mesmo o mar depois de toda calmaria é previsto uma nova revolta.
Esse fator nos é útil, pois ressalta alguns aspectos da depressão,
que semelhante aos movimentos do mar, na calmaria tudo parece bem,
mas não se sabe quando será a próxima recaída. Pequenos eventos
ou acontecimentos podem a provocar. O sujeito acredita que estando em
movimento, não se isolando poderá resolver seus problemas, se
livrar do sofrimento, mas ledo engano!
O problema permanece
real, de forma que às vezes o sujeito o nega de forma muito abrupta,
como se tudo estivesse bem, realizando compras, satisfazendo desejos
que normalmente não colocaria em questão. Depois no entanto, vem as
contas e o abatimento. A realidade impera outra vez.
Outra vez e outro dia,
mas não é só desta forma, pois a depressão se caracteriza pela
crença no desvalor quanto a si mesmo, no quanto prefere dormir, ou
mesmo desmaiar às vezes, pois sair de onde está é perigoso, é
preferível evitar a realidade e ficar na fantasia. Fantasia que
retoma ao começo de nossa conversa, onde se crê que tá tudo bem,
pois um momento de convívio social, de desprendimento de si, faz com
que o sujeito possa se sentir bem. Que bom estes momentos, mas eles
não devem deixar de lado a questão do necessário cuidado de si,
muitas vezes estranho ao sujeito, pois como característica mesmo da
doença, desiste de si.
Procurar uma terapia
parece penoso, é demasiado ir até a terapia, que dirá lá sobre si
falar, o que falar?
Uma questão que deve
ser trabalhada, mas é preciso o primeiro passo, tenha coragem,
marque a consulta, compareça.
Nenhum comentário:
Postar um comentário