Quando escrevo, ou
busco reflexões, gosto de exemplos literários ou cinematográficos,
pois estes nos permitem pensar em nós a partir da expressão de
fora. Neste mesmo sentido, cito o gato da Alice, a Alice do País das
maravilhas, onde acompanhamos um ser hiperativo, apressado, assim
como nós em nosso cotidiano, onde acabamos confundindo nossa
percepção por causa da pressa. Assim por fim, tem se traçado nosso
cotidiano, dos horários e compromissos marcados, onde acordamos
apressados e dormimos cansados. Com uma necessidade de alcançar ou
realizar tudo, pensamos em tudo, menos em nós mesmos.
Como diz uma música
do Black Sabath, Killing yourself to life, morremos para viver, para
sobreviver e garantir o pão de cada dia nos perdemos de nós. Frases
ditas não são ditas, sentimentos não são expressos …
Aquele que anda
devagar, para pra conversar, ver e ouvir é considerado desocupado.
Quantas belezas perdemos de ver e escutar devido a essa mesquinhez do
tempo e dos sentidos em que vivemos?
Como se diz em Italiano, siamo chi siamo, Quem somos, ou melhor quem nos tornamos, o que perdemos a esse modo em que vivemos?
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