sábado, 10 de setembro de 2016

A pressa é inimiga da percepção


Quando escrevo, ou busco reflexões, gosto de exemplos literários ou cinematográficos, pois estes nos permitem pensar em nós a partir da expressão de fora. Neste mesmo sentido, cito o gato da Alice, a Alice do País das maravilhas, onde acompanhamos um ser hiperativo, apressado, assim como nós em nosso cotidiano, onde acabamos confundindo nossa percepção por causa da pressa. Assim por fim, tem se traçado nosso cotidiano, dos horários e compromissos marcados, onde acordamos apressados e dormimos cansados. Com uma necessidade de alcançar ou realizar tudo, pensamos em tudo, menos em nós mesmos.
Como diz uma música do Black Sabath, Killing yourself to life, morremos para viver, para sobreviver e garantir o pão de cada dia nos perdemos de nós. Frases ditas não são ditas, sentimentos não são expressos …
 Aquele que anda devagar, para pra conversar, ver e ouvir é considerado desocupado. Quantas belezas perdemos de ver e escutar devido a essa mesquinhez do tempo e dos sentidos em que vivemos?
Como se diz em Italiano, siamo chi siamo, Quem somos, ou melhor quem nos tornamos, o que perdemos a esse modo em que vivemos?

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