A perda
de fato faz parte de nossas vidas desde tenra idade, onde aos poucos
abandonamos modos de satisfação e estágios em troca de novos, no
entanto, sempre fica algo relacionado ao que abandonamos ou perdemos,
uma questão de como conseguimos lidar com a perda desde cedo
relacionado a coisas que nos traziam prazer, como o seio, chupar o
dedo, mamadeira, dentre outros.
Quando
crescemos as coisas se complexizam, o jeito de lidarmos com a perca
não está mais relacionada aos mesmo objetos, mas mantêm a relação
do jeito com que perdemos ou abandonamos algo, relacionado isto tanto
a relacionamentos, vida profissional e também como vemos a cada
pleito eleitoral, as eleições.
A perda
está sempre relacionada com questões de intensidades, como quanto
mais era amado, querido ou investido o objeto que se perdeu maior a
perda. Que o digam aqueles que já sofreram a perda de um filho ou
dos pais. Cito esta perda, pois se relaciona a nossa mais profundo
elo, presente desde o começo como cuidador ou objeto de cuidado,
como no caso dos filhos onde os pais depositam neles seu amor,
expectativas, anseios.
No
entanto, a perda não se limita apenas a isso, ela se relaciona a
cada abandono ou desinvestimento, desidealização que fizemos, desde
o término de um relacionamento, abandono de uma prática ou vício,
como a perda de idealização por uma figura pública, literária …
Uma perca ou abandono de algo que provocava prazer e em algum sentido
se torna desprazeroso, seja no tocante a saúde, função social como
no caso de relacionamentos onde há questões pessoais divididas a
dois ou quando há idealização de uma figura e aos poucos se deixa
de idealizar por esta não preencher mais os requisitos de sua
idealização, seja por descobrir algo deste que até então não
sabia ou pela perca de um pleito eleitoral, significando um
desinvestimento na figura por perda de valor desta.
E é
justamente neste ponto onde se ligam as perdas, sua perda de valor e
interesse. No entanto, vale salientar também que nem toda perca é
uma escolha, estas também nos pegam de surpresa, seja na perca de um
ente querido, término de relacionamento, ou mesmo naquilo que nossos
pais fizeram que nós abandonassemos quando eramos crianças e que de
fato nos era prazeroso, no entanto não podiamos ficar parados ali.
De forma que não nos lembramos de tais fatos e quando vemos nos
filhos achamos estranho, é algo como um ganho de realidade e sentido
do mundo agregado introduzido pelos pais. No entanto, as percas
também se relacionam com o traumático onde não foram estabelecidas
relações satisfatórias, principalmente no que diz respeito
propriamente a relações, sendo os pais são os primeiros
representantes.
Quem não
acha estranho o fim de um relacionamento? Achamos estranho,
enfrentamos com pesar justamente pela perda ou retirada do
investimento num outro, cada um enfrenta a sua forma devido aos modos
primários de relação que estabelecemos com o outro e o valor de si
que cada um carrega consigo.
Muito interessante pensarmos nas perdas, como se ligam e como acontecem.
ResponderExcluir