Uma breve conversa sobre o luto e o fato que vivenciamos e sentimos nos últimos tempos.
O luto de fato vem como um fator surpresa, pois nos pega num de repente em nossa finitude. Nos liga a dor, pois é como se uma parte de nós morresse junto com aqueles que se foram. Muito foi dito, que a partir de então se seria diferente, se aproveitaria o que efetivamente tem valor e se deixaria o supérfluo de lado. Legal. Como assim legal? Pera aí que eu vou explicar. é efetivamente legal que se possa ter essa visão, mas de fato o luto passa e seguimos em nossas vidas cotidianas, com o nosso jeito, e é justamente nesse nosso jeito que se agregam elementos a partir do fato ocorrido, o factual.
Agregamos em nós diferentes elementos por aprendizagem com o ocorrido, mas o que aprendemos com o fato do time de Chapecó?
As primeiras impressões de fato se relacionam ao respeito de um time, um elenco que por sua história se torna imortal, um termo que caiu e cai bem a esse time e o modo como chegou onde chegou, mas e nós e a nossa própria história, o modo como somos junto com esse time?
De fato, eles foram, não voltam mais, mas e mais uma vez, e nós?
Nós, ao modo de cada um, aprendemos a lidar de forma diferente com os acontecimentos da vida a partir do modo individual de cada um. Hipotetizar como é de um modo geral perde o foco da parte individual de cada um, pois se passa pelo justo modo como cada um viu, chorou, vivenciou e interpretou a situação. Faço questão de dizer aqui chorou, pois era difícil não chorar com o ocorrido, e isto justamente se liga ao fato da vivência individual junto ao ocorrido, que suscita elementos pessoais. Se você não chorou, tudo bem, talvez o fato não tenha lhe impactado nem lhe feito muita importância, mas é preciso poder observar o modo como se vive em comunidade, pois ninguém existe sozinho, a não ser que não queira o contato com os outros por diversas circunstâncias, mas ai o problema já é outro e se liga justamente a vivência do luto pessoal durante o desenvolvimento, aonde foi preciso modos de prazer e funcionamento abandonar, mas se aí também não foi possível vivenciar? Bom, ai também é outra questão, pois se fosse dividir este texto, teríamos uma série de elementos e assuntos para serem pautados, mas aí é questão de outra oportunidade. Por hora basta relacionar que o luto propicia além de uma perda, uma vivência, vivência na dor que nos permite poder tocar e formular diferentes elementos e situações.
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