Todo ano traz suas retrospectivas, daquilo que foi bom e do que foi ruim. Querendo ou não, vivenciamos isso porque é o que nos enfiam na mídia. Uma vez era na Tv, rádios, hoje temos mais o facebook, que junto com as memórias do ano traz os memes. E justamente os memes trazem outra forma de comunicação e linguagem, a linguagem mimética, linguagem da imitação. Imitação justamente porque não se tem reflexão sobre, basta estar na onda do que vem por ai.
Mas entrando na linha do que tem surgido nos memes, isso se tornou tanto algo sério que reflete o temor das pessoas como uma piada, afinal 2016 foi um ano de diversas tragédias, mas mesmo assim, aqui fica uma questão de ponto de vista, alguns veem alguns eventos como traumáticos, outros não, questão de perspectiva.
O meme que tá rolando por ai por fim, é aquele do lugar onde não se é possível sair. A caverna do dragão, desenho que muitos adultos de hoje assistiram quando eram crianças, situação a qual lhes deixava na angústia da perspectiva que eles sairiam dali, mas ....
Nunca saiam.
A explicação depois de um tempo foi dada, acredito que a maioria das pessoas sabe qual é, então não me deterei no assunto.
A questão que fica, é a de que parece que não conseguimos sair de 2016, ano de tamanhas atrocidades a nível de país e de mundo. Tempo em que acidentes, calamidades não cessaram de acontecer. Acontecimentos que chocaram um país todo e comoveram o mundo.
No entanto, é uma questão de tempo, agora fim de ano, pressa, ansiedade em completar mais um ciclo e começar outro, de tal forma que provoca até que as pessoas percam o controle. Pra não o perder, cada um se prepara ao ano novo de alguma forma, alguns acreditam na questão da astrologia, numerologia, onde se garante que 2017 será um ano de conquistas. Mas aqui fica uma questão contraditória, como iniciar um ano de conquistas se não se pode sair de um ano de tragédias?
Uma questão da perspectiva de cada um e a responsabilidade sobre si mesmo, afinal de contas, o tempo é de cada um, uma questão muitas vezes mais de dentro que de fora.
segunda-feira, 26 de dezembro de 2016
sábado, 24 de dezembro de 2016
Natal, um tempo diferente
Esta época do ano, nos provoca em nossa individualidade a busca da construção de um clima, uma festa e uma passagem, o que pode às vezes, nos apontar um problema, como fazer?
Para problemas, cada um acha sua solução e forma de enfrentar, mas tem uma que normalmente não se observa. A propaganda. Pode parecer estranho, mas ela dá informações preciosas. Quer saber do que os homens gostam? Consulte comerciais de cerveja. Produtos de limpeza como sabões, amaciantes, provocam a dona de casa que ainda se acredita existir em cada mulher. Boa parte das propagandas por fim informa um pouco do que gostam e são os homens e as mulheres. Há também as que falam da família ideal, as propagandas de margarina, onde toda a família unida, toma café da manhã junto. Fator estranho a nossa contemporaneidade.
E justamente neste fator de família unida, que nos provoca a propaganda, se insere o Natal e o Ano Novo. Tempo de reunir a família, trocar presentes e cear unidos, seja no Peru (Chester), Churrasco ou o modo que se escolhe nas famílias. O importante é estar unidos. No entanto, como em toda propaganda, não fala que, não são todos que gostam de Natal e Ano Novo.
Quer dizer, que essas festas apresentam antes um ideal construído como na propaganda, do que a realidade? Sim, porém, tais datas mantêm seu valor, pois em meio a correria do ano, a oportunidade de unir a família não se dá todo dia. É preciso um tempo para poder reunir. Não importa se a festa é chique ou não, mas sim a espontaneidade nos ali presentes. Seja entre familiares ou amigos, o que importa é poder estar junto com o outro sem encenação, por espontaneidade.
Como na propaganda, no entanto, não dá para se sustentar o Natal, pois não há famílias perfeitas. O filho constrói sua identidade, com o lado bom e também com as falhas dos pais. No casamento, os parceiros se mantem em busca incessante de tornar o amante parecido com a sua fantasia do amado (a) com quem se casaram. Para melhor situar, convívio entre diferentes gerações é difícil sustentar, a final, os filhos precisam também superar, se diferenciar dos pais para que possam crescer, existir. Valhamo-nos aqui de uma linguagem simbólica, pois também para que possamos existir é preciso respeitar e reconhecer na diferença. Assim como a diferença da vida real e da propaganda do Natal e Ano Novo, onde somente há felicidade e união, como se nada mais existisse aí.
Perdoamos a todos no Natal, mas nos esquecemos de perdoar nós mesmos, a vida, por ser tão diferente e não ser como no comercial, tudo perfeito. Perdemos a oportunidade para o término de um ano e começo de outro Feliz.
De toda forma, sabemos que há diferença entre a vida real, a propaganda e o ideal de ser humano e família. Assim, ao modo de cada um, vos desejo um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo.
Para problemas, cada um acha sua solução e forma de enfrentar, mas tem uma que normalmente não se observa. A propaganda. Pode parecer estranho, mas ela dá informações preciosas. Quer saber do que os homens gostam? Consulte comerciais de cerveja. Produtos de limpeza como sabões, amaciantes, provocam a dona de casa que ainda se acredita existir em cada mulher. Boa parte das propagandas por fim informa um pouco do que gostam e são os homens e as mulheres. Há também as que falam da família ideal, as propagandas de margarina, onde toda a família unida, toma café da manhã junto. Fator estranho a nossa contemporaneidade.
E justamente neste fator de família unida, que nos provoca a propaganda, se insere o Natal e o Ano Novo. Tempo de reunir a família, trocar presentes e cear unidos, seja no Peru (Chester), Churrasco ou o modo que se escolhe nas famílias. O importante é estar unidos. No entanto, como em toda propaganda, não fala que, não são todos que gostam de Natal e Ano Novo.
Quer dizer, que essas festas apresentam antes um ideal construído como na propaganda, do que a realidade? Sim, porém, tais datas mantêm seu valor, pois em meio a correria do ano, a oportunidade de unir a família não se dá todo dia. É preciso um tempo para poder reunir. Não importa se a festa é chique ou não, mas sim a espontaneidade nos ali presentes. Seja entre familiares ou amigos, o que importa é poder estar junto com o outro sem encenação, por espontaneidade.
Como na propaganda, no entanto, não dá para se sustentar o Natal, pois não há famílias perfeitas. O filho constrói sua identidade, com o lado bom e também com as falhas dos pais. No casamento, os parceiros se mantem em busca incessante de tornar o amante parecido com a sua fantasia do amado (a) com quem se casaram. Para melhor situar, convívio entre diferentes gerações é difícil sustentar, a final, os filhos precisam também superar, se diferenciar dos pais para que possam crescer, existir. Valhamo-nos aqui de uma linguagem simbólica, pois também para que possamos existir é preciso respeitar e reconhecer na diferença. Assim como a diferença da vida real e da propaganda do Natal e Ano Novo, onde somente há felicidade e união, como se nada mais existisse aí.
Perdoamos a todos no Natal, mas nos esquecemos de perdoar nós mesmos, a vida, por ser tão diferente e não ser como no comercial, tudo perfeito. Perdemos a oportunidade para o término de um ano e começo de outro Feliz.
De toda forma, sabemos que há diferença entre a vida real, a propaganda e o ideal de ser humano e família. Assim, ao modo de cada um, vos desejo um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo.
terça-feira, 6 de dezembro de 2016
Conversando sobre o luto
Uma breve conversa sobre o luto e o fato que vivenciamos e sentimos nos últimos tempos.
O luto de fato vem como um fator surpresa, pois nos pega num de repente em nossa finitude. Nos liga a dor, pois é como se uma parte de nós morresse junto com aqueles que se foram. Muito foi dito, que a partir de então se seria diferente, se aproveitaria o que efetivamente tem valor e se deixaria o supérfluo de lado. Legal. Como assim legal? Pera aí que eu vou explicar. é efetivamente legal que se possa ter essa visão, mas de fato o luto passa e seguimos em nossas vidas cotidianas, com o nosso jeito, e é justamente nesse nosso jeito que se agregam elementos a partir do fato ocorrido, o factual.
Agregamos em nós diferentes elementos por aprendizagem com o ocorrido, mas o que aprendemos com o fato do time de Chapecó?
As primeiras impressões de fato se relacionam ao respeito de um time, um elenco que por sua história se torna imortal, um termo que caiu e cai bem a esse time e o modo como chegou onde chegou, mas e nós e a nossa própria história, o modo como somos junto com esse time?
De fato, eles foram, não voltam mais, mas e mais uma vez, e nós?
Nós, ao modo de cada um, aprendemos a lidar de forma diferente com os acontecimentos da vida a partir do modo individual de cada um. Hipotetizar como é de um modo geral perde o foco da parte individual de cada um, pois se passa pelo justo modo como cada um viu, chorou, vivenciou e interpretou a situação. Faço questão de dizer aqui chorou, pois era difícil não chorar com o ocorrido, e isto justamente se liga ao fato da vivência individual junto ao ocorrido, que suscita elementos pessoais. Se você não chorou, tudo bem, talvez o fato não tenha lhe impactado nem lhe feito muita importância, mas é preciso poder observar o modo como se vive em comunidade, pois ninguém existe sozinho, a não ser que não queira o contato com os outros por diversas circunstâncias, mas ai o problema já é outro e se liga justamente a vivência do luto pessoal durante o desenvolvimento, aonde foi preciso modos de prazer e funcionamento abandonar, mas se aí também não foi possível vivenciar? Bom, ai também é outra questão, pois se fosse dividir este texto, teríamos uma série de elementos e assuntos para serem pautados, mas aí é questão de outra oportunidade. Por hora basta relacionar que o luto propicia além de uma perda, uma vivência, vivência na dor que nos permite poder tocar e formular diferentes elementos e situações.
Assinar:
Comentários (Atom)