sábado, 5 de agosto de 2017

Lúcifer, um modelo para análise da humanidade

Há sempre a curiosidade quanto a um caso de alguém que fez análise pra se especular ou criar ideia de como seria a sua. Nesta mesma linha por fim, tomemos em análise uma figura absurdamente enigmática em análise, o Diabo. Parto aqui das ideias da série Lúcifer, onde verdadeiramente o Diabo entra em análise e numa crise de identidade, afinal de contas, não é a ele que todos atribuem diferentes identidades e culpas. De fato sim e isso não é nenhuma novidade. Mas com certeza é interessante tomarmos em análise aquele que outros atribuem o que ele é e quando este mesmo quer saber quem é, a crise e a confusão é certa. Bom, não precisaria nem falar no Diabo pra falar sobre a questão da incerteza, desvalor de identidade devido "ao que os outros vão pensar?"
Mas sigamos no Diabo, aquele ser ao qual se atribuem desumanidades e de fato, quando o assunto é humanidade ele se sente estranho. Uma estranha estranheza de um ser que como todos outros tem uma história e os desígnios da mesma porém, como é um ser da mitologia sua história está determinada conforme aquilo que alguém quis, Deus. No entanto, levando nossa análise em diante e seguindo os caminhos da mesma, Diabo ou Lúcifer, como é seu nome de verdade enfrenta um grande paradigma quanto a questão da própria liberdade quanto a si mesmo diante daquilo que determinou seu pai e daquilo que ele gostaria, afinal de contas do inferno até o Diabo se enche.
Nesta história se entrelaçam as origens da pulsão, compulsão, força demoníaca por fim que nos arrasta a ação, pois não há mediação, mas também com o Diabo é possível mediar e um compromisso encontrar. Com este compromisso por fim, humanizamos um pouco mais a força demoníaca que temos em nós. Uma força mais clara e viva pela própria imagem e figura no Diabo, figura de puras intensidades e desejos, mas a qual tomamos para humanizar, acariciar, controlar. Nesta medida, surgem os confrontos de uma vida que se preencheu por questões de altas doses de sentido atribuído, mas pelos outros. Quando a questão é consigo mesmo e o sentido que se dá e necessita do pensamento, a questão se torna totalmente outra, se humaniza. Tal fator por fim, é o que vem acontecer com o Diabo quando entra em análise e pensamento por si mesmo. Não é apenas tortura e nem desejo e realização do mesmo por compromissos, mas humano, que sente, chora e se alegra, e percebe que aquilo que atribuem a si é muitas vezes mais dos outros do que dele mesmo, mas suportam, entendem isso os outros. E a imagem diante dos outros, nosso problema inicial?
Com o tempo muda a presença ou indiferença do mesmo.

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