domingo, 10 de setembro de 2017

Peculiaridades do cotidiano

Temos nossa vida privada diante das questões pessoais e o convívio com os outros a partir dos modos e jeito nosso, além é claro das questões respectivas a história de cada um, identificações e jeito de lidar com a vida. Diante disso também, no cotidiano do dia a dia, não deixamos de nos surpreender com fatos nem um pouco peculiares que vemos a cada dia, seja por notícia, na TV ou mesmo na questão do convívio social. Nesta ideia mesma, gostaria de falar de uma coisa nem um pouco peculiar que acabei por presenciar. Estando na rua em um local que costuma se reunir a galera, um senhor que estava pelo local oferece um santinho a um rapaz em troca de um cigarro. Normalmente simplesmente se pede cigarro, independente de quem for em troca que se compartilhe do vício, afinal também, todo fumante sabe o que é ficar sem cigarro e como este vem como um aditivo mesmo, forma de relaxar, desestressar ou de lidar com a angústia mesmo.
            No entanto, nos atenhamos aqui a forma particular de humildemente pedir um cigarro em troca de uma oração. Isso poderia ser indicativo de diversas coisas, como uma forma de exorcizar no outro um vício que ele não consegue vencer. Mas calma aí, esta ideia é contraditória por si mesma, afinal ele pede a alguém que tem, o cigarro e o vício, logo parece que seu objetivo passa longe de exorcizar tal hábito. Bom, então pensemos em outra ideia, como a mais próxima da verdade para não cairmos em demasiada delonga. Sua intenção se concentrava em pedir um cigarro e ganhar. Se não aceitasse o santinho, você era o mau, pessoa sem fé. Mas cá entre nós, fé no que? Na necessidade de descarga a qualquer custo?
            Antes de perseguir, é importante considerar aqui a questão da necessidade como algo que o sujeito não pode ficar sem. Ultrapassa a vontade, o quero ou não quero, pois outras estranhas forças entram em jogo aqui. Forças que colocam como num tempo morto, onde se fica paralisado sem a possibilidade de ir além. Com a necessidade deste gozo. Um gozo até criativo, afinal de contas, um santinho por um cigarro? Fé, no que?

Questões que nos colocam diante das mesmas questões da propaganda, você necessita desta produto e pode ter fé, será bom pra você!

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