terça-feira, 19 de setembro de 2017

Uma divagação sobre nosso cotidiano espaço brasileiro

Somos acostumados a ver no jornal, nas notícias diárias algo que nos reporte ao extremismo, seja ele religioso ou mesmo ideológico. O que temos aqui em nossa pátria nem um pouco realista e mais mitológica que prefere a mentira do povo acolhedor que garante qualidade de vida. No entanto, todos sabem que isso não se sustenta e temos mais um todos contra todos do que todos a favor de todos. A prova que a ética falhou. E antes de pestanejar, apostar na educação como se tem dito por ai não é a solução única e nem a mais primordial. É claro que devemos investir na educação de base, mas o problema está ainda antes da escola, lugar que hoje sofre as consequências da cultura permissiva onde tudo que se tornou proibido é proibir. Dai também tiramos as observações quando ouvimos de mães e pais que não é mais a criança que se adapta ao ambiente, mas sim este a ela.
Como se pode ver, os problemas dizem respeito a cultura e aquele velho jeito, fulano fez, por que eu não? Todos tem direitos iguais!
Verdade, mas deveres também, e acho que estes não constam dentre suas escolhas.
Não constam porque não figuraram dentro do vocabulário que foi passado podemos dizer, a não ser é claro aquelas que cumprem as funções da cultura, tal como ser grande e a qualquer custo, inclusive passando por cima dos outros, puxando o tapete. No caso, como podemos ver a diferença não interessa, apenas se faz parte do meu ciclo, se não tá fora.
Isso fica claro diante das quadrilhas e o funcionamento destas, mas não sejamos bobos também, isso não é problema exclusivo do tráfico, pois isso faz parte da classe política, médica, educadora, psicológica, empresarial e populacional por fim, pois o Brasil tem funcionado sobre esta perspectiva. Uma triste perspectiva. O diálogo é quase que um emaranhado de monólogos, pois a palavra se dirige apenas aqueles que são iguais. Os diferentes, que se virem ...
Os diferentes tem a escolha de se juntar ou ficar a mercê mesmo. Mas e a base, e a educação?
Ajudam a ter critérios, o que parece faltar em nossa sociedade dos excessos. Sociedade dos excessos que insiste em dizer que está tudo bem. Tudo bem pra quem?

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