sábado, 4 de novembro de 2017

Nossas bases relacionais ...

Uma das primeiras diferenciações de nossas vidas se passa entre si mesmo e o outro diferente de si, primeiramente com a mãe, descobrindo e dando sustentação a existência do pai, primeiro este como sustento e base da mãe como própria condição desta e depois como um terceiro.
Bom, pelo menos deveria ser assim, mas sem nos fazermos de cegos, sabemos que a realidade hoje é diferente. Diferença esta que vem marcando a dificuldade em lidar com o diferente. Diferente que é mais ameaçador que amigo.
Uso este modelo, pois é a base de nossas relações e os grupos que formamos, nos unimos e também é claro, do que fizemos com nós mesmos a partir destas experiências e o quanto nos diferenciamos a partir de novas e diferentes experiências.
Mas e as ideologias se relacionam com isso?
Sim, mas segmento ideológico sempre ocorre quando você não ocupa sua posição por si, mas sim a que o grupo lhe confere, uma coisa como pertencimento, coisa esta que retoma a falhas nessas primeiras relações e os modos como elas aconteceram.
Logo, Freire estava errado quando dizia que de toda forma temos ideologias, ou de direita ou de esquerda. O que ele diz é ideologia, mas seguir é opcional, mas claro, desde que se saiba disso. E quem sabe?

Nenhum comentário:

Postar um comentário