segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Dr não consigo me apaixonar e agora?

Há coisas que quando vemos não deixam de nos impressionar. Hoje em dia, grande parte dessas ocorrem nos novos modos de linguagem. Os chamados memes, ou montagens mesmo que fazem com a foto de algum intelectual ou situação cotidiana. Neste sentido, me valho aqui de uma que vi de Freud, onde o suposto paciente reclama que não se apaixona. Mas o dr Freud acalma o mesmo e diz que não tem problema, isso é um dom. Bom, vou ter que discordar, assim como Freud discordaria de fato. Não conseguir amar, se apaixonar demonstra uma energia impossibilitada de investir. A paixão e o amor não precisam ser exatamente relacionados a namorados ou namoradas, amantes, ficantes, o que for que se conjugue na linguagem popular que se fala sobre. Pode ser como uma paixão platônica mesmo, onde se tem um amor impossível, ou simplesmente idealizado, mas não bloqueado. Agora, amar sem ser amado, é um motivo pra não poder amar. A conversa muda de rumo aqui, pois entramos num dos motivos que se ligam a pergunta feita ao dr. E a reformulando, poderíamos colocá-la assim: Freud, tenho me sentido preocupado (a), não consigo me apaixonar, nem amar ninguém. Então Freud ou o analista responderia: Bom, vamos ter que ver o que está acontecendo contigo. E nesta fala do analista, se faz o convite, caso o sujeito que faz a procura efetivamente deseje, de poder analisar a vida, pra poder saber ao que está ligado este ocorrido, acontecimento onde o sujeito se prende ao real. Me explicando quanto a esta última frase, se prende ao real como sentido daquilo que o sujeito não pode mudar sobre como as coisas e o mundo fora dele são. Agora, a forma de perceber e lidar com o mesmo é possível modificar. E é sobre esse ponto que se deve trabalhar caso queira estar livre pra de novo se apaixonar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário