segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Uma crítica a psicologia que se diz não ser ouvida

Há uma pergunta frequente que rola entre profissionais e não profissionais sobre o por quê que a psicologia ainda é estranha em certas (grande maioria) de partes do brasil. Bom, sobre isso quero elaborar algumas hipóteses que se diz em psicologia mesmo. Pra discorrer sobre isso, quero usar exemplos do que se vê entre o meio e o maior problema, pra quem psicólogos e psicanalistas escrevem.
O meio universitário ta tão cheio de academicismo, que a linguagem que o estudante futuro profissional e então profissional se acostuma a usar, é linguagem técnica, conteúdo entendível entre os seus. Mas, se espera que os outros entendam também, como um mínimo de leitura esperada. Bom, então talvez esteja no momento de avaliar sobre pra quem estas escrevendo. Erros de linguagem compreensível a publico endereçado é comum acontecer, ainda mais como disse acima no meio de ensino que nos vemos inseridos, onde há uma questão de institucionalização do saber ou politicagem mesmo. Como se fossem estes os dois caminhos possíveis. Bom, não são, há mais do que isso, mas ....
É, é preciso traçar o próprio caminho, averiguar as terras que estão a diante com as tuas pernas. Como se diz em linguagem comum, pra aprende a gente tem que apanha um pouco ...
Neste mesmo sentido, há um aprisionamento da linguagem, como se falar daquilo que é da minha profissão fosse possível somente a aqueles da profissão, caso contrário se desvirtua tudo. Bom, neste caso, cometes doutrinação. Institucionalização do saber, mas sobre isso, destacamos brevemente acima. Deixamos da lado isso pra reflexão pessoal, talvez isso que eu esteja dizendo esteja errado. Eu adoraria isso.
Mas continuando aqui dentro de nossa breve conversa, voltamos a questão da doutrinação. E a pontuemos com um exemplo. Há psicanalistas que se destacam pela sua atividade, seus escritos e sua influência midiática, tal como acontece com Contardo Calligaris, um importante psicanalista que escreve crônicas na folha de São Paulo, que as mesmas já escritas foram publicadas em livro. Um psicanalista que se usa muito como referência. Por outro lado há outro não psicanalista, Leandro Karnal, o qual alguns não admitem que fale sobre psicanálise, pois ele não tem formulação, não sabe o que está fazendo. Bom, concordo que ele não vai ter a apreensão iguala  alguém que estudou psicanálise, mas mesmo assim exerce ele ótimos comentários e uma boa crítica quanto a psicanálise e a atividade que ela exerce. E outro mero detalhe, o bom tempo que teve de análise com o mesmo adorado Calligaris. Mas quem da bola ou sabe disso, é preciso entender o meio institucional, defendê-lo. Ninguém nos tira de nossos tronos de Deuses!
Pois é, então recomendo que conversem entre vocês mesmos. Aqueles que decidirem se aventurar pelo caminho dos deuses os seguirão, mas ainda haverão outros que andarão por outros caminhos e espantarão essa megalomania e mania de grandeza que os faz ser Deus. Mas de toda forma, parabéns, isso é um estado de completude ...

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