Bom, isso são apenas formas de podermos ver a nós mesmos e nos auto observar, uma questão um tanto árdua, mas que se passa por nosso por vir, nossas potencialidades que precisam ser acolhidas e trabalhadas para que seja possível que nos encontremos atrás daquela porta que quando abrimos encerrou a cena.
quarta-feira, 6 de junho de 2018
A estranha capacidade de auto observação
Como disse Freud, quando Pedro fala de Paulo sei mais de Pedro do que de Paulo, pois este utiliza o outro para falar de si mesmo. Algo comum quando falamos mal, bem ou comentamos dos outros. Método para falar de nosso ódio, recusa, nossos afetos. Um encontro pelo outro consigo mesmo, mas sem saber. E é justamente com isso que lidamos quando falamos de inconsciente, com o não saber, pois estamos diante de uma parte da personalidade desconhecida de si mesmo, mas que temos acesso nos encontros que temos com os outros, sejam estes de nosso meio familiar ou do convívio social. Nestes encontros, observamos um legislador, um incentivador e um agente. É como resumir como nos dividimos a nós mesmos em cada encontro com o mundo dentro de nossa realidade interna. Um modo que se estabelece a partir de nosso modo de ser. No entanto, que é estranho a nós mesmos, que se passa pela nossa auto observação, como concebemos, controlamos a nós mesmos. Porém isso não é situacional, pois de pouco adianta entender o que fazer em situação x se não nos passa pela cabeça por quê. Nisso vemos os exemplos de auto controle que se usam e vendem por aí, como o contar, respira fundo. Até funciona, mas não vai muito longe. Tem efetividade breve, mas não se aplica a totalidade, é situacional e fugaz. O que nos obriga a voltarmo-nos para nós mesmos quando temos interesse em saber sobre si. É como se precisássemos passar pelos três campos da divina comédia de Dante Alighieri, o inferno, o purgatório e o paraíso, no entanto, não é possível o mesmo de qualquer forma e nem afoito, é preciso poder entender e respeitar a capacidade do próprio sujeito que busca adentrar por estes caminhos de neles adentrar. É como o sonho que você foge de alguma coisa e quando abre uma porta ou se daria início a uma nova cena acorda. Há algo ai que seria desorganizador ver, agora a questão é saber o que é.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário