Conforme
Hornstein (2008) a auto estima provém do narcisismo infantil e das realizações
conforme o ideal, onde perpassa-se uma história com sucessos, insucessos
relacionados aos vínculos do sujeito e seus projetos, tanto individuais como
coletivos, que desde o futuro alimentam o presente.
“Com tantos afluentes, o sentimento de estima de si é
turbulento, instável. As experiências gratificantes ou frustrantes o fazem
flutuar nas relações com os outros, a sensação (real ou fantasiada) de ser
estimado ou rechaçado pelos demais;” (HORNSTEIN, p. 23, 2008) A auto estima, é
sustentada pelo social, sendo que junto a esse o sujeito se apropria de
enunciados.
Nessa trajetória, desde criança o sujeito frente a
realidade, faz acordos, sendo que nas relações familiares encontra um tipo de
prazer, e na escola, com amigos outros. O sujeito se abre para o futuro,
aceitando diferenças como se representa e como vai se tornando em direção ao
futuro. “A auto estima resulta do entramado de reconhecimentos narcisistas e
dos projetos compartilhados e compartilháveis.” (HORNSTEINS, p. 24, 2008).
O sujeito não se constitui sem narcisação, sendo
investido e constituído pelas seus pais e as expectativas e elementos pessoais
desses que desprendem de si no contato e cuidado com a criança. Disso por fim
nascem também as formas de humor do viver do sujeito, em como ele se coloca em direção
ao futuro e as marcas que ficam desde suas experiências primeiras e sua
posterior simbolização. Tudo se perpassa no individuo por sua história e como
ele se constituiu historicamente, em suas experiências e vínculos.
A depressão quando aparece, demonstra como uma perca do
tônus vital, onde o sujeito perde o interesse, se vê empobrecido no desejo ao
futuro. Tais sentimentos, estão vinculados a história do sujeito e seu modo de
investir no mundo e fazer contratos com a realidade, seja em aspectos
individuais ou coletivos. No entanto quando o sujeito se vê privado da
narcisização do ambiente que o cerca, se vê desinvestido e sem valor, o que
relacionado com a depressão, tira o brilho da vida do sujeito, pois a crítica
que ele recebe, vem de dentro, como Freud (1914) fala sobre a melancolia, (que
mais tarde iria a vir trabalha no superego) o sujeito incorpora o objeto
perdido dentro de si. Nisso se institui a função ocupada pelo superego no
indivíduo, instância responsável pela crítica, incorporação dos pais, e
moralidade, ética do sujeito.
O depressivo fica como alguém punido por ele mesmo por
não conseguir atingir as metas, qualquer falha se torna motivo para um forte
rechaço. Claro que esse rchaço também faz parte da história do individuo e seu
aparelho psíquico, pois tais fatos, se demonstram de forma individual em cada
um.
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