No discurso filosófico e político de todos os tempos da humanidade, desde que o homem começou a se organizar em grupos e que filosofia é filosofia, se tem valido de formas de sustentação de verdades. Uns aderem a fatos, outros a retórica. A verdade tem prevalecido como aquilo que mais convence a todos, independente se tem seu real valor como verdade ou não. Diante disso, temos visto crescer o relativismo, onde pra um pode ser verdade, mas para outro pode ser que assim não seja.
Isso também se vale das questões de percepção e organização da vida mental de cada um e os elementos de simbolização e inteligência que se tem para compreender os fatos. Wittgenstein em seu tractatus ao reduzir o mundo a pura lógica sustenta que o mundo é composto por casos, que são os fatos. Complementando depois que o limite do meu mundo é o limite da minha linguagem. Uma boa compreensão também quando se fala da capacidade de compreensão do sujeito, no entanto, como toda filosofia e o uso fiel ao racionalismo até o fim, resulta no labirinto da razão, onde não se sai de rodeios.
Diante disso, surgia também a compreensão de Freud e a psicanálise, onde se falava de um inconsciente, onde todos sujeitos supostamente teriam um, sendo que em cada um se expressaria de forma individual.
Lacan posterior a Freud, sustenta que no inconsciente tudo é uma linguagem, o que no caso não deixa de estar correto também, mas em partes, pois no inconsciente, a parte que esta sujeita a linguagem e a lógica, é a parte que se refere ao pré consciente e aquilo que esta sujeito a acessar a consciência.
Quando se sustenta um discurso, com as aptidões do sujeito e o seu modo de falar, se atravessam no meio dessa fala, como diria Lacan o sintoma e as formas de funcionamento do sujeito. No entanto, tais fatores não sào levados em consideração quando se fala ou se defende alguma coisa, ou seu valor de verdade.
Sobre isto temos visto claramente na política dos dias atuais e nos tribunais, onde muito mais tem valido a retórica e suposta coerência discursiva do orador do que a verdade dos fatos.
É de conhecimento de poucos, por mais que possam esses somar muitos, a característica do discurso vazio contido na política, onde nada há além de uma retórica e de um discurso bonitinho.
No direito e nos julgamentos, não se defende, e nunca se teve como ideia defender uma verdade, mas sim a apresentação dos fatos como verdade e da coerência das provas apresentadas. Todo julgamento se encerra em si, coma finalidade de estar certo no julgamento, e não no valor de verdade do discurso. Isso não implica, nem quer dizer, que nenhum juiz não tenha defendido a verdade em seu julgamento.
No entanto o que cabe assinalar como proposto nesse breve texto e os fatos, é que em tais sujeitos que defendem a retórica, valor de verdade e coerência, se perpassa e se esconde a absurda incoerência e o caráter não humano do humano, deixados em aberto e a amostra desde auschwitz, onde a falta de ética, e a incoerência, onde faltam palavras que possam dar sustento a experiência ficou aberto aos olhos de todos, dando precedência a que ocorresse no mundo o que vemos hoje, onde aqueles que defendem o fim da corrupção são pura contradição em si mesmo. Veja-se a exemplo o atual Brasil, a Argentina, o terror paranoico dos estados unidos.
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