A
ansiedade faz parte da vida de todos, no entanto, é interessante
notar, que não se parece ser algo que preocupe fora da adrenalina e
da química do corpo. Como se a ansiedade fosse um simples elemento
de distúrbio. Aí como é distúrbio, eu que não tenho, quem tem é
o outro, os outros.
E como
de fato, ansiedade é algo que todos sofrem, façamos referência
que, ansiedade é algo que todos se queixam e descrevem como seu pior
sofrimento, sendo que de fato neles atinge enormes intensidades e
pode resultar nas atitudes mais loucas. Como as que levam um sujeito
a falência frente a um negócio mal fechado, ou a perca de um
patrimônio num jogo de poker pela crença que tudo vai dar certo
acompanhado pelo medo do fracasso.
Dentro
da ansiedade por fim, há a realística e a neurótica. A ansiedade
realística se da diante de um problema a ser resolvido, como
negócio a ser fechado, apresentação, palestra, etc. A neurótica
por sua vez, é uma ansiedade necessária, algo como um medo que nos
protege, nos faz ser mais diplomatas, cautelosos, nos protege das
ameaças. Porém podes muito bem pensar, e esta certo, nem todos são
assim. Pois é, nem todos são neuróticos, e as neuroses não são
as mesmas. Cada sujeito tem sua própria subjetividade.
Ao se
falar de ansiedade, sempre há um caso diferente em cada pessoa. Pode
ser que hajam coisas muito parecidas de um com outro, mas de fato,
sempre são casos diferentes, diferentes histórias, diferentes
subjetividades.
Mas nos
refiramos aqui a ansiedade presente nos negócios, no
empreendedorismo, naqueles que normalmente costumou-se ver como
implacáveis, controlados e sem perturbação. (Cláro que nos casos
que se fazem dignos de tal admiração)
Porém a
ansiedade da maioria dos empresários, é a segunda, a neurótica,
especialmente quando estão em situações difíceis. Se a ansiedade
realística nos faz ser prudentes, a segunda nos faz arriscar mais.
As duas são baseadas no medo, mas o da segunda é imaginário.
Isso é
frequente em empresários, vivem em um frequente estado de
insatisfação. Mesmo quando tem uma fonte de lucro seguro na
empresa, tratam de abrir mais frentes, em uma impulsividade
incontrolável.
Porém
de fato, a ansiedade não é algo próprio da empresa, pois se o
empresário deixasse a empresa, levaria sua atitude ansiogênica para
qualquer atividade.
Medo
como raiz da ansiedade
Dentro de nossa história e a formação de nossa subjetividade,
assim como avançamos em compreensão do mundo e ganho de realidade,
com esta se somam, medos, complexos, dentre outros. Formas por fim
com as quais nos protegemos e de certa forma as vezes também,
atrapalhamos a nós mesmos. Dentro destas por fim, esta o medo de ser
preterido e humilhado, medo de perder o status quo e o medo da perda
de controle. No primeiro citado acima, o medo se relaciona com não
ser reconhecido, não se destacar ou de não ser reconhecido pelas
pessoas. “Em geral, aparece em decorrência de mães que educam por
comparação: “Não seja como seu primo”, “Faça como seu
irmão”, “Olha como sua prima deu certo”, “Viu o que o papai
fez?”” (Garcia, 2012, p. 71). No segundo caso por sua vez, é o
medo que inibe a capacidade de mudança, pois independente do estado
de vida que o sujeito escolheu, há um gozo nisso, mesmo que o
sujeito não se de conta disso. Esses são os ganhos secundários.“Em
geral pessoas assim são as que foram educadas com mensagens
orientadas para a perda: “Se você não estudar, não vai viajara
nas férias” A mãe introjeta na crian,a a predominância de
preservar.” (Garcia, 2012, p. 72), No terceiro caso também há um
medo que inibe as mudanças, porque se as cosias continuarem do jeito
que estão, bem ou mal vai dar para controlar o resultado. O que faz
com que alguns empresários percam a capacidade de inovar, fazer
diferente.
''É sabido que a presença da mãe na criação fortalece a
autoestima, e que a presena, do pai reforça a capacidade de
estratégia e planejamento.” (Garcia, 2012, . 72) Para desenvolver
um filho mais empreendedor, é preciso que o pai “roube”o filho
da mãe, propondo atividades entre dois, nem que seja uma simples
caminhada, como ir até o posto de gasolina da esquina de casa, mas
que haja um entrosamento entre os dois. “Algumas mãe não permitem
isso; intrometem-se de tal modo que não deixam que o filho note a
figura masculina. Agem como a Dalila da mitologia, que suprime a
forçá de Sansão ao lhe cortar o cabelo.” (Garcia, 2012, p.
72,73).
A autoestima é um sentimento interno, uma certeza em ter a
capacidade de resolver problemas e lidar com situações difíceis. A
autoconfiança por sua vez, é externa e se manifesta mesmo que não
haja a segurança interior. Na personalidade empreendedora, a autoestima
é frequentemente menor que a autoconfiança, pois por sua própria
posição o empresário tende a demonstrar segurança, mesmo quando
quando não tem convicção de que é capaz. Parecem pessoas
autoconfiantes, mas são fragilizados, tem ações inesperadas,
repentinas como algo que acontece no momento inapropriado no sentido
contra fóbico.
Aqui chegamos ao ponto crucial do texto e da trama desenvolvida
aqui, afinal de contas, o que nos deixa diante do desamparo?
GARCIA L. Empresários no Divã. São paulo: Editora Gente, 2012.
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