Dentre os
inimigos da democracia, há vários, inclusive aqueles que acreditam
nela. Porém, o que parece que não se sabe, é que ela foi, digamos,
escanteada a algum tempo, e as pessoas não perceberam. Se perceberam
ainda não admitem a não ser nos falatórios que não levam a nada.
Quem
manda hoje que tem haver com cracia, é a plutocracia, as coisas que
estão sobre o domínio e interesse da mídia, daquilo que eles
desejam que você acredite que. A verdade saiu de foco, se a alguém
interessa é aos filósofos, psicólogos, psicanalistas...
Não é
de tudo que se desconhece, pois é de conhecimento de grande parte da
população que frente a TV e programas transmitidos por esta, se
joga muita informação as pessoas, de forma a que se as modele
conforme se deseja que elas sejam. E de fato, também se sabe que
isso parte do desejo de alguém, ou as vezes alguns. Aqueles que
detêm o poder, que detêm os meios de comunicação.
E é
nisso que surge a trama, a trama do cotidiano, do dia a dia. Nela se
inscreve a visão política, social, econômica, de moda, entre
outras. Forma os modos de pensar, de conceber as coisas como verdade
diríamos. E neste ponto, não falta espanto para as pessoas diante
delas mesmas, do duplo de si e do outro. Nada tão temível como o
duplo de si. Quanto a isso, é comum escutarmos de alguns, que não
se suportariam, e também de fato há a grande maioria que nada diz,
mas que não suporta muito de seus atos e constrói um grande ritual
para poder converter o feito, ou simplesmente nega e diz que tá tudo
bem.
Porém,
estaríamos nós aqui mentindo também, se admitíssemos que a
manipulação dos fatos e da verdade se encerra por aqui, no que a
mídia quer contar. Nesta trama também se insere uma questão de
história e pura encenação, de acordo a manipulação dos fatos e
do que se quer contar e das promessa miraculosas. Promessas que
escondem o sentido e não dão espaço a liberdade de pensamento, em
outras palavras barbárie.
Nesta
trama se inscreve as promessas messiânicas dos novos tempos. Nestas
promessas, se criam contextos e elementos que firmam a necessidade da
intervenção, como se fossem eles a polícia do planeta que luta
contra a desordem e os fora da lei. Algo inclusive que nos lembra da
Gestapo, polícia especial dos nazistas.
Creio
que já tenha pensado, quem são os que fazem isso. Não é preciso
os nomear, mas se o fizesse seria concordar com sua dominação e
forma de entrar em nossa mente e nos manipular. Sim, estes são os
Estados Unidos, aqueles que pregam a liberdade, e da mesma forma
modelam a sua, mesmo você não morando lá e estando muito longe.
Nisso se
cria um sistema de vigilância, de tal forma como colocado por Orwell
em 1984, obra clássica onde fala da dominação do grande irmão. De
fato aquilo fazia muito referência ao antigo regime de Stalin e do
comunismo, no entanto hoje, no pós comunismo, depois de 1994 e a
queda do muro de Berlin, a intensidade do grande irmão se comprova a
cada dia.
Se
duvida de minhas palavras, consulte o wikileaks. A maior ferramenta
de denúncia e monitoramento que conhecemos hoje dentro do sistema de
internet. Funciona de tal forma, que não sabemos se ele nos informa
da espionagem, ou se nos espiona.
Vivemos
de tal forma, que somos estranhos a nós mesmos. Cada vez mais
câmeras, e mais incentivo a suposta segurança, mas segurança do
que?
Há
liberdade ainda nos sujeitos? Há segurança, pelo menos de si a si?
Ainda
há, mas não neguemos os fatos que a sistematização do olho vivo e
do grande irmão, cada vez mais nos paranoiciza quanto ao estranho
outro que se encontra ao nosso redor, o que de fato também aumenta
os indíces de xenofobia e de distanciamentos dos outros.
São
questões por fim, que nãos e pode julgar tudo de uma forma só.
Cada país tem sua forma de cultura e de funcionamento, uns
funcionando de tal forma, que as pessoas estão mais separadas entre
si emocionalmente, mas muito aproximadas profissionalmente em suas
funções pelo contato e eficiência. E há também os lugares onde
o convívio seja cativante, mas a economia seja precária. Que o diga
o brasil, que eleva sua beleza natural e convívio social, mas nega a
todo custo a violência e precaridade do sistema. Sendo que
inclusive, a proposição que afirma que somos um país de ótima
beleza natural e povo acolhedor, é uma forma de negar a violência
social e sistema falido, porém falido para alguns, para um grupo que
não deixa de se renovar, este sistema é o melhor.
Nenhum comentário:
Postar um comentário