terça-feira, 7 de julho de 2015

Os Inimigos da democracia

Dentre os inimigos da democracia, há vários, inclusive aqueles que acreditam nela. Porém, o que parece que não se sabe, é que ela foi, digamos, escanteada a algum tempo, e as pessoas não perceberam. Se perceberam ainda não admitem a não ser nos falatórios que não levam a nada.
Quem manda hoje que tem haver com cracia, é a plutocracia, as coisas que estão sobre o domínio e interesse da mídia, daquilo que eles desejam que você acredite que. A verdade saiu de foco, se a alguém interessa é aos filósofos, psicólogos, psicanalistas...
Não é de tudo que se desconhece, pois é de conhecimento de grande parte da população que frente a TV e programas transmitidos por esta, se joga muita informação as pessoas, de forma a que se as modele conforme se deseja que elas sejam. E de fato, também se sabe que isso parte do desejo de alguém, ou as vezes alguns. Aqueles que detêm o poder, que detêm os meios de comunicação.
E é nisso que surge a trama, a trama do cotidiano, do dia a dia. Nela se inscreve a visão política, social, econômica, de moda, entre outras. Forma os modos de pensar, de conceber as coisas como verdade diríamos. E neste ponto, não falta espanto para as pessoas diante delas mesmas, do duplo de si e do outro. Nada tão temível como o duplo de si. Quanto a isso, é comum escutarmos de alguns, que não se suportariam, e também de fato há a grande maioria que nada diz, mas que não suporta muito de seus atos e constrói um grande ritual para poder converter o feito, ou simplesmente nega e diz que tá tudo bem.
Porém, estaríamos nós aqui mentindo também, se admitíssemos que a manipulação dos fatos e da verdade se encerra por aqui, no que a mídia quer contar. Nesta trama também se insere uma questão de história e pura encenação, de acordo a manipulação dos fatos e do que se quer contar e das promessa miraculosas. Promessas que escondem o sentido e não dão espaço a liberdade de pensamento, em outras palavras barbárie.
Nesta trama se inscreve as promessas messiânicas dos novos tempos. Nestas promessas, se criam contextos e elementos que firmam a necessidade da intervenção, como se fossem eles a polícia do planeta que luta contra a desordem e os fora da lei. Algo inclusive que nos lembra da Gestapo, polícia especial dos nazistas.
Creio que já tenha pensado, quem são os que fazem isso. Não é preciso os nomear, mas se o fizesse seria concordar com sua dominação e forma de entrar em nossa mente e nos manipular. Sim, estes são os Estados Unidos, aqueles que pregam a liberdade, e da mesma forma modelam a sua, mesmo você não morando lá e estando muito longe.
Nisso se cria um sistema de vigilância, de tal forma como colocado por Orwell em 1984, obra clássica onde fala da dominação do grande irmão. De fato aquilo fazia muito referência ao antigo regime de Stalin e do comunismo, no entanto hoje, no pós comunismo, depois de 1994 e a queda do muro de Berlin, a intensidade do grande irmão se comprova a cada dia.
Se duvida de minhas palavras, consulte o wikileaks. A maior ferramenta de denúncia e monitoramento que conhecemos hoje dentro do sistema de internet. Funciona de tal forma, que não sabemos se ele nos informa da espionagem, ou se nos espiona.
Vivemos de tal forma, que somos estranhos a nós mesmos. Cada vez mais câmeras, e mais incentivo a suposta segurança, mas segurança do que?
Há liberdade ainda nos sujeitos? Há segurança, pelo menos de si a si?
Ainda há, mas não neguemos os fatos que a sistematização do olho vivo e do grande irmão, cada vez mais nos paranoiciza quanto ao estranho outro que se encontra ao nosso redor, o que de fato também aumenta os indíces de xenofobia e de distanciamentos dos outros.

São questões por fim, que nãos e pode julgar tudo de uma forma só. Cada país tem sua forma de cultura e de funcionamento, uns funcionando de tal forma, que as pessoas estão mais separadas entre si emocionalmente, mas muito aproximadas profissionalmente em suas funções pelo contato e eficiência. E há também os lugares onde o convívio seja cativante, mas a economia seja precária. Que o diga o brasil, que eleva sua beleza natural e convívio social, mas nega a todo custo a violência e precaridade do sistema. Sendo que inclusive, a proposição que afirma que somos um país de ótima beleza natural e povo acolhedor, é uma forma de negar a violência social e sistema falido, porém falido para alguns, para um grupo que não deixa de se renovar, este sistema é o melhor.

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