Dentro
de um diálogo entre dois amigos, um estava muito curioso quanto a
porque se sentia diferente quando escutava certo tipo de música.
Estava ele pensando que incorporava os símbolos sonoros em si, porém
não sabia como. Queria saber o por que disso, e como acontecia por
fim nas festas, afinal de contas há diferentes movimentações,
estratégias digamos até dentro das festas. Tudo depende do que o
sujeito procura.
- Mas então, me diga, a música também influencia nos meus sentimentos, ânimo?
- Sim, conforme a música que você escuta no momento, você demonstra um estado de espírito, um desejo, uma emoção. Como dizem no senso comum, como uma vontade.
- Ahm .... então isso, está diretamente relacionado ao copo na mão das festas, as poses, os eternos fumantes de festas que fora dali repudiam o cigarro...
- Sim, as festas funcionam como uma pequena interrupção das repressões, o que você não pode no dia a dia, ali é possível, é festa, as pessoas vão entender.
- Entendo, mas tem aqueles que simplesmente vão lá e continuam do mesmo modo que no cotidiano né?
- Sim, pois de fato nem todos conseguem baixar estas repressões, todos lidam com seus desejos e paixões de formas diferentes também. Alguns funcionam como eternos adolescentes e há os que estão como que sossegados.
- Mas e aquilo que dizem, que o álcool transforma as pessoas, como que funciona isso?
- O álcool, é um ótimo ajudante nesta função da baixa das repressões e impedimentos da vida cotidiana. A alguns da mais criatividade, a outros tira a vergonha e também há os que simplesmente da sono. Também é preciso considerar aqui que tudo ocorre conforme o momento da vida do sujeito.
- Ah, por isso quando bebo sinto diferença conforme o dia.
- Pois é, é algo que depende do seu humor, de como você se abre ou se fecha a estar onde você esta.
Como
aponta Ferenczi em um artigo de 1911 O álcool e as neurose, o
álcool é um das formas com as quais o sujeito se adpta para uma
fuga quanto a sua doença, seja esta uma neurose obsessiva, uma
histeria ou qual for, sendo neurose ou não. O fato, é que sempre
potencializará algo no sujeito dentro de seu funcionamento.
- Então o álcool pode ser perigoso também?
- Sim, conforme quem o usa, seu estado, se esta usando medicação, pode causar efeitos nada agradáveis.
- E quanto aos que consomem álcool de tal forma que passam mal pelo excesso?
- Da pra se dizer de certa forma, não só que se perderam de si, mas sim que o desejo de fuga era de tal forma grande que provocam a suspensão da realidade por um instante. E aí entram coisas como adrenalina, sensções e mais um monte de coisas que as pessoas adoram, inclusive vivem a procurar explicações e justificativas pra que se faça isso.
- Entendo, mas então você esta dizendo que o consumo de álcool é sempre prejudicial?
- Não, algumas pequenas doses, pode se dizer que até fazem bem, mas em doses excessivas, sempre há um mal, pois já se diz no nome, excesso. Algo que faz com que o corpo trabalhe mais, chegando até a suspender o funcionamento normal do organismo pela consequente falta de água que fica, ainda mais que tem alguns grupos que dizem que tomar água enquanto se bebe é coisa de gente quadrada, quando na verdade é o que se deve fazer pra que não se fique mal.
- Ahm, então poderia se constatar certo masoquismo aí?
- Também, mas esta não é a questão, aqui fica algo muito mais ligado a onipotência e a sensação e desejo que “não acontecerá comigo”, mas algo que obviamente é ilusório, fantasioso.
- Mas e quanto aqueles que depois de um tempo não passam mais mal?
- Bom, aí é a resistência do organismo que fica, mas aí tem que se ver se o sujeito vai começar a ultrapassar os limites do que bebia pelo desejo de então passar mal, ou se consegue ter o controle do uso que ele faz.
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