Todos conhecem a trágica história do Titanic, o maior barco do mundo em 1912 que prometia a viagem dos sonhos para muitos, muitos que no fim pereceram. No fim sua história entendemos por aqueles que sobreviveram. Tal como de Auschwitz, mas por que seria isso interessante? Simples, pois a certeza que o fim será trágico é tal qual em nosso inconsciente, no entanto não sabemos e insistimos que não, que temos a força tal qual daquele navio (onipotência infantil) e a certeza que dará certo como em Auschwitz.
De fato tal como nessas histórias elas são traçadas por escolhas. No entanto, essas escolhas fizemos nós muitas vezes sem o saber, diferente podemos dizer do até então maior navio do mundo, que foi planejado e pensado pra não dar errado, mas no limite do que se podia, tal como no maior plano de extermínio, onde se tinha a certeza da vitória.
Nós por outro lado, temos como que um acesso no escuro a aquilo que queremos, onde não podemos ver, mas mesmo assim a certeza daquilo temos. Quanto mais perto nos aproximamos no entanto, podemos ver as diferenças e incertezas, mas mesmo assim, pelo limite e funcionamento de cada um, essas incertezas não ganham força. Assim, por fim seguimos, como que numa trágica e comediante escolha pelo fracasso, cômica porque como que sabemos que não vai dar, trágica porque diante delas o fim é certo. Até que a mudança de rumo se torna possível, no entanto, tal qual Titanic, às vezes a distância do iceberg já é curta demais pra desviar, porém com o inconsciente é um pouco diferente, pois com ele é possível enxergar um pouco além daquilo que está perto.
No fim, sabemos da história do Titanic e de Auscwitz pois alguém sobreviveu pra contar, tal qual o insconsciente, do qual sabemos por que alguém nos conta. Assim como acontece na clínica. Porém inconsciente é modelo pra todos em modos de funcionamento e defesa, mas não de operação, pois cada um guarda consigo um diferente operador ou permissor diante dos desejos perpassados neste e a história que carrega junto de si. História que por fim influencia e muitas vezes determina a escolha. Mas e daí afinal de contas, como mudá-lo?
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