Você já deve ter ouvido falar sobre as questões de condenação e o fato que isso supostamente passa por um crivo interno do sujeito ou conforme as ferramentas que este tem. A primeira ideia pela próprio título vem em ligação com as questões dos juízes. Bom, e é verdade, é de juiz que falo aqui, mas não o da corte e nem o penal. O juiz interno. Aquele que a partir de certos atributos aplica seu juízo, seja de bom e mau como daquele que se põe pra fora, onde se recusa aquilo que vem. Citando Freud, " Em princípio que é mau é alheio ao Eu e o que se encontra fora é-lhe idêntico. Em outras palavras, encontramos fora um motivo de condenação de algo que é nosso. Que não aceitamos em nós. Aqui cabe inúmeros exemplos, mas me aterei a apenas alguns, como a questão da semelhança, se sei que aquilo que estas fazendo, é algo idêntico a mim ou ao que fui, lhe reprovo em meu julgamento. Isso é mau, não vê que só faz cagada". Um exemplo onde é facilmente percebível que aquilo que condenas no outro não foi bem resolvido em ti. E como dizia Sartre, o inferno são os outros, mas cabe aqui acrescentar, o pior do inferno são os outros de dentro e não os de fora, porém, para reconhecer os de dentro precisamos dos de fora.
Isso vemos sobremaneira aplicado a letras de música, mas não como elaboração de conflitos, mas sim como exploração e demonstração do que é o social, tal qual valo-me aqui de letras do projota, Pra não dizer que não falei do ódio. Nesta letra fala de uma história de alguém que cresceu só e deseja a paz. Algo que não lhe foi possível antes. Porém o outro ao seu jeito e modos, costumes, tenta lhe aplicar um modo como achas que deve ser. E quando falamos de dever ser, tocamos um ponto muito interessante, pois diz respeito a algo sempre em perspectiva pra todos, onde é preciso elaborar, não sugestionar. Mas como cresce o modo que todos tem opinião e devem ter segundo a regra do social, regra é sugestionar. Mas pra que serve?
Nisso, entramos em conseguinte em outra questão do juízo, que também encobre a condenação, o juízo de existência, que se constrói a partir de nosso modo de vida. Bom, pelo menos deveria ser assim, mas o social que deveria ser algo que acompanha nas bordas, se torna o centro. E ai? E ai que o sujeito fica apagado, encarregado mais um na massa. "Mais um boi da boiada".
Contra a estas perspectivas, entra a questão do que é o social e se nosso dever ser segue o que disse ele, o aquilo que está em nós.
Pra encerrar, pra poder dever ser, é preciso primeiro ser. E nisso o centro não é exatamente o que diz o social, pois neste sentido, segue tu os rituais, mas e você?
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