Do
fim de ano cada um guarda a própria memória. Desde o primeiro Natal que tem na
memória como do primeiro presente. Ainda hoje me lembro da fantasia do papai
Noel e de como essa minha ilusão se perdeu. Era tradição que no dia que antecedia
o Natal se fosse a missa. E era no intervalo do atraso da mãe para sair de casa
que o papai Noel deixava o presente em cima da cama, pra que quando eu chegasse
eu ouvisse a mesma história, que o bom velhinho tinha entrado lá em casa quando
saímos, que o pai e a mãe tinham combinado com ele, que tinham deixado uma
chave reserva para ele entrar. Lá em casa não tinha chaminé como nos contos da
Disney, mas tinha o conto de Natal. Assim também era com o ano novo, eu
desejava aquilo que todos desejavam, que o ano novo fosse melhor que este que
já tinha sido bom. Era como uma descoberta que se renovava ano após ano. Até
que o Natal já tinha ganhado outro sentido, que tinha se perdido a ilusão para
mim, mas que sabia que era necessário que as crianças ainda pudessem acreditar,
para que elas também viessem a ter sua própria visão do Natal. No ano novo já
podia ter o olhar daquilo que tinha ganhado naquele tempo que se passou, assim
como daquilo que esperava do que viria. Era tempo de festejar, comemorar. Tempo
que passou e tempo que virá. Tempo da ilusão e de prosperar, em que cada um tem
a própria memória e recordação deste tempo, que conhecemos como Natal e fim de
ano. Ilusão do papai Noel, figura necessária as crianças que acreditam na magia
da realidade, mas que já aprenderam que para ganhar as coisas é preciso se
comportar. Uma condição que se guarda na memória para a vida toda, assim como o
espaço da ilusão que nos faz acreditar em nós mesmos e naquilo que virá.
terça-feira, 24 de dezembro de 2019
terça-feira, 23 de julho de 2019
Reputação
A reputação é uma condição que nos precede em nossa história, conjugando passado, presente e futuro. No entanto, não diz respeito a quem somos, pois assim como temos nossas características pessoais o que nos diz respeito a personalidade, é individual de cada um. Como o modo de ser, comportamentos tidos como padrões adotados diante das diferentes situações pessoais e cotidianas.
Condição que não costuma ser algo de consciência. Como Lacan nos mostra, não somos senhores em nossa própria casas. Dai que o inconsciente, responsável pelas principais características da personalidade seja conhecido também como estanho. Do qual tomamos conhecimento dentro de nossa própria evolução pessoal pelos outros, repudio ou detesto no outro aquilo que detesto ou não admitiria em mim. Outros os quais, fazem a leitura de nossa reputação.
Pelo menos assim é conhecido nas normas sociais. Porém, isso também faz parte da alienação social. Quando nosso desejo, modo de pensar é muito mais determinado por estes outros do que por nós mesmos.
No inconsciente o processo é semelhante. Formado a partir do modo como o outro, pai e mãe nos desejam, cuidam, nos pensam, formamos o próprio modo de ser, estimulados por mensagens, encontros e desencontros. A partir disso e o modo de ser formado de cada um, uns agem por si mesmos, outros se tornam influenciáveis ou se creem influenciadores. Ainda mais em nossos meios culturais pós modernos, em que as crianças que nem nasceram ainda, são cridas como aquelas que nascem sabendo informática. De tal forma que este modo virtual de vida que se tornou comum e todos tem opinião. Aparentemente.
E é neste aparentemente e na alienação que tudo se confunde. Se perde a noção da própria reputação, assim como se cria uma condição de risco de reputação pela exposição. Os pensamentos pessoais se tornam coletivos. Os sentimentos também. E ai, mais uma vez pela alienação se passa de reputação para seguidores. A aparente opinião é repetição do que outros influenciaram. Se errarem, devo denunciar. Ninguém pode errar, se não sua reputação ...
Ah, a reputação, a própria história, onde ficou?
Se perdeu, se alienou?
Condição que não costuma ser algo de consciência. Como Lacan nos mostra, não somos senhores em nossa própria casas. Dai que o inconsciente, responsável pelas principais características da personalidade seja conhecido também como estanho. Do qual tomamos conhecimento dentro de nossa própria evolução pessoal pelos outros, repudio ou detesto no outro aquilo que detesto ou não admitiria em mim. Outros os quais, fazem a leitura de nossa reputação.
Pelo menos assim é conhecido nas normas sociais. Porém, isso também faz parte da alienação social. Quando nosso desejo, modo de pensar é muito mais determinado por estes outros do que por nós mesmos.
No inconsciente o processo é semelhante. Formado a partir do modo como o outro, pai e mãe nos desejam, cuidam, nos pensam, formamos o próprio modo de ser, estimulados por mensagens, encontros e desencontros. A partir disso e o modo de ser formado de cada um, uns agem por si mesmos, outros se tornam influenciáveis ou se creem influenciadores. Ainda mais em nossos meios culturais pós modernos, em que as crianças que nem nasceram ainda, são cridas como aquelas que nascem sabendo informática. De tal forma que este modo virtual de vida que se tornou comum e todos tem opinião. Aparentemente.
E é neste aparentemente e na alienação que tudo se confunde. Se perde a noção da própria reputação, assim como se cria uma condição de risco de reputação pela exposição. Os pensamentos pessoais se tornam coletivos. Os sentimentos também. E ai, mais uma vez pela alienação se passa de reputação para seguidores. A aparente opinião é repetição do que outros influenciaram. Se errarem, devo denunciar. Ninguém pode errar, se não sua reputação ...
Ah, a reputação, a própria história, onde ficou?
Se perdeu, se alienou?
sábado, 1 de junho de 2019
Transtorno da personalidade borderline
Causa um sofrimento profundo a respeito de si mesmo e dos outros. Os outros nunca confiáveis são seu maior temor. Ou são invasivos, ou servem para sempre os gratificar em suas necessidades.
Efetivamente o modo como são repercute em um jeito que sempre foi. Ausente em seu ambiente de objetos suficientes para que pudesse se identificar, não soube outro modelo a seguir. Ai entra o valor de uma psicoterapia em que possam construir um senso diferente de si mesmo e aprender a ter tolerância diante da ambiguidade entre bom e mau.
Efetivamente o modo como são repercute em um jeito que sempre foi. Ausente em seu ambiente de objetos suficientes para que pudesse se identificar, não soube outro modelo a seguir. Ai entra o valor de uma psicoterapia em que possam construir um senso diferente de si mesmo e aprender a ter tolerância diante da ambiguidade entre bom e mau.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019
Seria a depressão o mal do século? Tem cura?
A depressão se tornou o mal do século, não resta dúvidas. Tratamento com anti depressivos se aplica a quase todas as formas de sofrimento mental, influenciado tanto pelos métodos de tratamento, como pela desvalorização da imagem real que se tem de si e a aclamação do que você parece ser que a cultura tem imposto.
Neste sentido, vemos as redes sociais, onde as pessoas 365 dias por ano esbanjam felicidade, ou tragédia. Infelizmente é isso que se vê por ai, aqueles que são felizes e recebem muitas curtidas e os que compartilham as tragédias, mas sempre de acordo com seu posicionamento político, pois a ordem do discurso é política, não de compadecimento e nem uma ajuda que não queira aparecer, pois se não precisasse, não seria compartilhada. Se faz mais por necessidade própria (culpa) do que por vontade mesmo de ajudar o próximo. Ai entra por conseguinte, as condições da depressão, muitas vezes com suas comorbidades.
Pesquisas apontam que o mal mais afastador do trabalho é a depressão. No entanto, é importante salientar, que isso acontece, porque as perguntas dos formulários também intencionam em favor da depressão.
Então as pesquisas realizadas estão sendo feitas erroneamente? Sim!
Mas isso, não quer dizer que a depressão seja algo leve e que não afete muitas pessoas, mas sim que ela é o acompanhamento de um sofrimento maior.
A própria classificação da OMS contribuiu pra isso quando no famoso Manual Diagnóstico, DSM e a CID, transformou a depressão em transtornos afetivos, agrupando em sintomas o diagnóstico e favorecendo a indústria farmacêutica. Porém, desfavorecendo pelo mesmo lado o tratamento psicoterápico e a compreensão de padrões de comportamento pelos sujeitos acometidos.
Exemplo disso acontece no transtorno bipolar, para alguns clínicos muito comum em nossos meios e para outros um quadro mal esclarecido. Mal esclarecido, pois diante das modificações de seu verdadeiro nome, se perdeu muito da categorização da própria doença, em que a depressão se mostra de forma virulenta, explodindo depois de uma série de acontecimentos aos quais o sujeito não pode mais estabelecer um quadro estável como tinha até então.
Assim, como em todo o sofrimento mental, mas nos casos acometidos por depressão, que também varia em diferentes formas de expressão, introspectivo, de dependência, vitimizador ...
A qual, acontece de acordo com a forma estruturante da pessoa, que conforme as pesquisas clínicas, não é a depressão, mas sim outras formas de perturbação, tanto da personalidade como do funcionamento psíquico.
Neste sentido, vemos as redes sociais, onde as pessoas 365 dias por ano esbanjam felicidade, ou tragédia. Infelizmente é isso que se vê por ai, aqueles que são felizes e recebem muitas curtidas e os que compartilham as tragédias, mas sempre de acordo com seu posicionamento político, pois a ordem do discurso é política, não de compadecimento e nem uma ajuda que não queira aparecer, pois se não precisasse, não seria compartilhada. Se faz mais por necessidade própria (culpa) do que por vontade mesmo de ajudar o próximo. Ai entra por conseguinte, as condições da depressão, muitas vezes com suas comorbidades.
Pesquisas apontam que o mal mais afastador do trabalho é a depressão. No entanto, é importante salientar, que isso acontece, porque as perguntas dos formulários também intencionam em favor da depressão.
Então as pesquisas realizadas estão sendo feitas erroneamente? Sim!
Mas isso, não quer dizer que a depressão seja algo leve e que não afete muitas pessoas, mas sim que ela é o acompanhamento de um sofrimento maior.
A própria classificação da OMS contribuiu pra isso quando no famoso Manual Diagnóstico, DSM e a CID, transformou a depressão em transtornos afetivos, agrupando em sintomas o diagnóstico e favorecendo a indústria farmacêutica. Porém, desfavorecendo pelo mesmo lado o tratamento psicoterápico e a compreensão de padrões de comportamento pelos sujeitos acometidos.
Exemplo disso acontece no transtorno bipolar, para alguns clínicos muito comum em nossos meios e para outros um quadro mal esclarecido. Mal esclarecido, pois diante das modificações de seu verdadeiro nome, se perdeu muito da categorização da própria doença, em que a depressão se mostra de forma virulenta, explodindo depois de uma série de acontecimentos aos quais o sujeito não pode mais estabelecer um quadro estável como tinha até então.
Assim, como em todo o sofrimento mental, mas nos casos acometidos por depressão, que também varia em diferentes formas de expressão, introspectivo, de dependência, vitimizador ...
A qual, acontece de acordo com a forma estruturante da pessoa, que conforme as pesquisas clínicas, não é a depressão, mas sim outras formas de perturbação, tanto da personalidade como do funcionamento psíquico.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019
O envelhecimento e a depressão
Comumente dentro da evolução humana, os traumas se formam na infância, criando um psiquismo sólido, que cria as próprias formas de resposta frente ao mundo interno e ao externo. Porém, este psiquismo não se fecha para sempre depois da infância. Continua sujeito durante a vida toda a novas experiências, mesmo que a base mais sólida tenha se firmado durante a infância. Dentro dessas experiências, em muitos casos dentro de nossa sociedade, se criam as condições da depressão, que se fundamenta sobre a desvalorização, desamor em relação a si mesmo. Criando assim, pessoas que se tornam depressivas devido a próprias condições de vida, assim como aquelas que se deprimem frente aos golpes da vida dentro do passar da vida. Assim como acontece com o envelhecimento, em que há o desinvestimento corporal e psíquico diante das perdas da vida, tanto no nível interpessoal, como corporal. O corpo que era vigorante outrora, agora já não é mais. A mente que era ativa, já não tem mais as mesmas capacidades de reflexão e reflexo.
E é importante pontuar essa condição, mesmo frente as inúmeras cirurgias, Botox que tenham surgido como forma de evitar os efeitos da velhice. As aparentes soluções estéticas. Mas que não nos livram da realidade da velhice, que durante muito tempo foi negada, escrachada e ainda hoje é mal vista, pois o tempo em que vigora e força da juventude, já não tem mais valor. E como vivemos em uma cultura mundial em que o maior valor é constituído de aparências, a falta das mesmas causa as condições da depressão.
Porém, isso não é uma necessidade, poi também ocorre de acordo com as capacidades e respostas que cada um da diante da vida e o passar do tempo. Sempre presente no externo, mas onipresente na questão psíquica em que revigoram todos os tempos psíquicos, da infância, juventude, idade adulta e agora a velhice, que se acolhe como um fardo ou como um tempo de sabedoria.
E é importante pontuar essa condição, mesmo frente as inúmeras cirurgias, Botox que tenham surgido como forma de evitar os efeitos da velhice. As aparentes soluções estéticas. Mas que não nos livram da realidade da velhice, que durante muito tempo foi negada, escrachada e ainda hoje é mal vista, pois o tempo em que vigora e força da juventude, já não tem mais valor. E como vivemos em uma cultura mundial em que o maior valor é constituído de aparências, a falta das mesmas causa as condições da depressão.
Porém, isso não é uma necessidade, poi também ocorre de acordo com as capacidades e respostas que cada um da diante da vida e o passar do tempo. Sempre presente no externo, mas onipresente na questão psíquica em que revigoram todos os tempos psíquicos, da infância, juventude, idade adulta e agora a velhice, que se acolhe como um fardo ou como um tempo de sabedoria.
domingo, 10 de fevereiro de 2019
Feminicídio como patologia social e individual
A convivência entre si mesmo e o outro, é o papel principal no começo da vida. Dando base este começo para o que virá depois no convívio, na escola, entre amigos, no trabalho, na sociedade em geral. Como disse um importante psicanalista (Winnicott), Tudo começa em casa Sobre esta base mesmo, introjetamos o jeito de gostar, a escolha do tipo de pessoas com quem nos identificamos, mesmo que isso submeta a uma convivência caótica, pois como disse no começo do texto, é a partir dos primeiros objetos (pais) que temos em nós o modo de se relacionar, interpessoal.
Sobre esses princípios, inconscientes, cria-se uma personalidade, com padrões de comportamento, desejos e a relação com o mundo, com o qual também, acabamos escolhendo, aceitando nosso objeto de amor. Que de fato, muitas vezes é problemático. Ainda mais em uma sociedade que aparenta tudo estar bem, mas na verdade grita por socorro!
Ou talvez não, pois pode haver um prazer sob ameaça também. Entre morrer e ficar sozinho (a) é melhor morrer. Uma frase tanto consciente como inconsciente das mulheres que se tornam vítimas. Há um sintoma dentro da relação, um sofrimento implícito que mantêm o relacionamento de pé. Fora dele não há o reconhecimento do amor. O desejo se torna confuso, se sente a ameaça, se quer distância do agressor, mas também assim tá tudo bem. "Eu quero, mas também não quero, quero a coisa e o seu contrário!"
Outras vezes, se percebe a ameaça, se levantam as restrições judiciais, isso quando da tempo, pois as vezes a paixão foi mais forte e o encanto do amor acabou e a amada foi eliminada ...
Muitos são os problemas quando falamos de relacionamento, pois este é um modo de exercício muito fraturado, que mais vale pelo que você parece ser do que você é, mas cuidado, o príncipe pode ser um monstro!
Assim como a princesa também pode ser uma bruxa!
Quem se priva disso nos dias atuais?
Sobre esses princípios, inconscientes, cria-se uma personalidade, com padrões de comportamento, desejos e a relação com o mundo, com o qual também, acabamos escolhendo, aceitando nosso objeto de amor. Que de fato, muitas vezes é problemático. Ainda mais em uma sociedade que aparenta tudo estar bem, mas na verdade grita por socorro!
Ou talvez não, pois pode haver um prazer sob ameaça também. Entre morrer e ficar sozinho (a) é melhor morrer. Uma frase tanto consciente como inconsciente das mulheres que se tornam vítimas. Há um sintoma dentro da relação, um sofrimento implícito que mantêm o relacionamento de pé. Fora dele não há o reconhecimento do amor. O desejo se torna confuso, se sente a ameaça, se quer distância do agressor, mas também assim tá tudo bem. "Eu quero, mas também não quero, quero a coisa e o seu contrário!"
Outras vezes, se percebe a ameaça, se levantam as restrições judiciais, isso quando da tempo, pois as vezes a paixão foi mais forte e o encanto do amor acabou e a amada foi eliminada ...
Muitos são os problemas quando falamos de relacionamento, pois este é um modo de exercício muito fraturado, que mais vale pelo que você parece ser do que você é, mas cuidado, o príncipe pode ser um monstro!
Assim como a princesa também pode ser uma bruxa!
Quem se priva disso nos dias atuais?
terça-feira, 15 de janeiro de 2019
Desenvolvimento e enredo familiar
É comum ouvir dos pais, que o (a) filho (a) já é grandinho (a), e se espera que não faça mais birra, que tenha aprendido que tem que dividi, que tem que ajuda os afazeres de casa, que tem suas obrigações. Uma verdade de fato, quando os papeis estão bem estabelecidos dentro da relação familiar.
No entanto, quando temos o velho modelo, um tanto antigo inclusive, em que o homem trabalha, e porque trabalha no pesado quando chega em casa espera tudo pronto, como o filhinho da mamãe, bem como foi na sua infância com seu pai e seguiu com ele. Encontramos dificuldades de papéis estabelecidos, pois ele controla a cena e espera que o sigam. Porém, isso nem sempre é efetivo. E aí, presenciamos um corte na linha transgeracional, em que se inaugura um novo destino ao futuro por vir. Porém, a velha prole precisa ser mantida e cria-se o conflito. Um conflito que de fato já está instalado na mente do provedor (pai) e que por conseguinte também se transmite ao filho (a). Encerrá-lo no plano físico, do real, muitas vezes acontece apenas pelo afastamento, pois dificilmente se estabelece diálogos em tais relações. Mas o conflito intrapsíquico segue internamente, nas escolhas pessoais e no modo de se relacionar com os outros. A tolerância ao diferente, a espera, frustração.
O que reflete a necessidade de ajuda para poder realizar mudanças. Dai que entra a psicoterapia como ferramenta de auxílio para mudança de destino, pois a tendência que se traz em si e na auto ajuda, é repetir o mesmo ...
No entanto, quando temos o velho modelo, um tanto antigo inclusive, em que o homem trabalha, e porque trabalha no pesado quando chega em casa espera tudo pronto, como o filhinho da mamãe, bem como foi na sua infância com seu pai e seguiu com ele. Encontramos dificuldades de papéis estabelecidos, pois ele controla a cena e espera que o sigam. Porém, isso nem sempre é efetivo. E aí, presenciamos um corte na linha transgeracional, em que se inaugura um novo destino ao futuro por vir. Porém, a velha prole precisa ser mantida e cria-se o conflito. Um conflito que de fato já está instalado na mente do provedor (pai) e que por conseguinte também se transmite ao filho (a). Encerrá-lo no plano físico, do real, muitas vezes acontece apenas pelo afastamento, pois dificilmente se estabelece diálogos em tais relações. Mas o conflito intrapsíquico segue internamente, nas escolhas pessoais e no modo de se relacionar com os outros. A tolerância ao diferente, a espera, frustração.
O que reflete a necessidade de ajuda para poder realizar mudanças. Dai que entra a psicoterapia como ferramenta de auxílio para mudança de destino, pois a tendência que se traz em si e na auto ajuda, é repetir o mesmo ...
quinta-feira, 10 de janeiro de 2019
Para que servem os sonhos? Para que sonhamos?
Durante muito tempo, se criaram diferentes explicações sobre os sonhos. Formas auto explicativas como mitológicas, que já traziam em si os elementos dos sonhos detalhados. Como se cada elemento do sonho tivesse já seu significado pré definido. Outras teorias, sugerem também, que nossa alma sai do corpo e vai ao encontro de outras enquanto dormimos, de acordo com os pensamentos que tivemos no dia. Uma teoria um tanto interessante, mas não de todo verdadeira.
É verdade, nossos sonhos são influenciados pelos pensamentos que tivemos no dia, o modo como temos levado nossa vida. No entanto, a alma não sai do corpo, os sonhos são nossa própria produção, onde somos responsáveis pelo que criamos. Uma condição que começa a nos levar as respostas das perguntas do título.
Afinal de contas, pra que servem os sonhos? Servem para nos comunicar algo.
Freud quando elaborou a teoria psicanalítica a partir da interpretação dos sonhos, via a elaboração onírica (sonho), como uma realização de desejo. Aquilo que você pensou, mas não pode cumprir no dia você realiza no sonho. Um fato verdadeiro, mas incompleto quanto aos sonhos, pois nem todo sonho é bom e também nem todos são realização de desejo. Também há os sonhos de angústia, em que muitas vezes acordamos em um susto diante do conteúdo do sonho, ou mesmo passamos um dia perturbados devido ao que mobilizou aquele sonhos.
Mas como os sonhos se formam? O que ocasiona isso?
Freud foi certeiro, quando elaborou a forma de construção dos sonhos, sendo que neles somos: o personagem principal, o diretor e a platéia. Logo, todos os elementos do sonho foram construídos por nós mesmos. Um fator que contradiz que saímos do corpo quando sonhamos, pois somos nós mesmos que colocamos os personagens que fazem parte da cena lá. E essa questão da cena nos liga a um importante fator, da onde sai isso e de onde tira forças. Surge como dito anteriormente, de acordo com os pensamentos diurnos e a forma de vida que vem se levando, tirando sua força do infantil do próprio sonhante, pois como também nos ensinou a psicanálise e temos provas pela vida cotidiana, é da infância que surgem os protótipos, potenciais e impedimentos para a vida.
Isso nos liga a pra que sonhamos? Uma pergunta que se liga a primeira e que por isso as coloquei como título do texto. O sonho serve como comunicação de algo, sendo que sonhamos para que seja possível elaborar aquele conteúdo que insiste em retornar e do qual não temos como escapar. As vezes também como Freud disse servindo como função de desejo realizado, descarga e estado de plenitude.
Agora, o sentido do sonho, cabe a cada sonhante poder analisar.
É verdade, nossos sonhos são influenciados pelos pensamentos que tivemos no dia, o modo como temos levado nossa vida. No entanto, a alma não sai do corpo, os sonhos são nossa própria produção, onde somos responsáveis pelo que criamos. Uma condição que começa a nos levar as respostas das perguntas do título.
Afinal de contas, pra que servem os sonhos? Servem para nos comunicar algo.
Freud quando elaborou a teoria psicanalítica a partir da interpretação dos sonhos, via a elaboração onírica (sonho), como uma realização de desejo. Aquilo que você pensou, mas não pode cumprir no dia você realiza no sonho. Um fato verdadeiro, mas incompleto quanto aos sonhos, pois nem todo sonho é bom e também nem todos são realização de desejo. Também há os sonhos de angústia, em que muitas vezes acordamos em um susto diante do conteúdo do sonho, ou mesmo passamos um dia perturbados devido ao que mobilizou aquele sonhos.
Mas como os sonhos se formam? O que ocasiona isso?
Freud foi certeiro, quando elaborou a forma de construção dos sonhos, sendo que neles somos: o personagem principal, o diretor e a platéia. Logo, todos os elementos do sonho foram construídos por nós mesmos. Um fator que contradiz que saímos do corpo quando sonhamos, pois somos nós mesmos que colocamos os personagens que fazem parte da cena lá. E essa questão da cena nos liga a um importante fator, da onde sai isso e de onde tira forças. Surge como dito anteriormente, de acordo com os pensamentos diurnos e a forma de vida que vem se levando, tirando sua força do infantil do próprio sonhante, pois como também nos ensinou a psicanálise e temos provas pela vida cotidiana, é da infância que surgem os protótipos, potenciais e impedimentos para a vida.
Isso nos liga a pra que sonhamos? Uma pergunta que se liga a primeira e que por isso as coloquei como título do texto. O sonho serve como comunicação de algo, sendo que sonhamos para que seja possível elaborar aquele conteúdo que insiste em retornar e do qual não temos como escapar. As vezes também como Freud disse servindo como função de desejo realizado, descarga e estado de plenitude.
Agora, o sentido do sonho, cabe a cada sonhante poder analisar.
sábado, 5 de janeiro de 2019
Desejo X Necessidade
Desejo e necessidade parecem palavras estranhas ao uso cotidiano em nosso meio comum. Não porque elas não existam, mas sim porque delas se esquiva. Sobre o desejo se tem medo de saber. Necessidades normalmente não se toma conta de quais são.
Inevitavelmente, nos deparamos com um desejo desenfreado, que não pode ser barrado, colocando as ações sobre o prisma da atuação. Cumprirei sem pensar sobre. Ai, realmente as necessidades nem entram em questão. Apenas se age, sem pensar sobre.
Exemplos disso, temos nos aspirantes a vida adulta, os adolescentes, em que uma prova que estão virando gente grande, é o primeiro porre, como se este não ocasionasse mal estar, e todo o resto que sabemos ...
Pois é, se pensa sobre depois, antes ... Nem pensa!
É preciso mostrar que tem força, poder, assim como quando se compram coisas que não se tem necessidade. O interessante disso, é mostrar que você tem.
Mas cá entre nós, tem o que?
Aparência?
Pros outros sim.
Mas e pra ti?
Uma pergunta muitas vezes estranha. E que nos remete a uma das condições da depressão, viver sob o domínio da validação do outro. Não tenho valor pelo que eu sou, mas sim pelo que dizem que eu sou.
Ai é claro, tudo se confunde ...
Inevitavelmente, nos deparamos com um desejo desenfreado, que não pode ser barrado, colocando as ações sobre o prisma da atuação. Cumprirei sem pensar sobre. Ai, realmente as necessidades nem entram em questão. Apenas se age, sem pensar sobre.
Exemplos disso, temos nos aspirantes a vida adulta, os adolescentes, em que uma prova que estão virando gente grande, é o primeiro porre, como se este não ocasionasse mal estar, e todo o resto que sabemos ...
Pois é, se pensa sobre depois, antes ... Nem pensa!
É preciso mostrar que tem força, poder, assim como quando se compram coisas que não se tem necessidade. O interessante disso, é mostrar que você tem.
Mas cá entre nós, tem o que?
Aparência?
Pros outros sim.
Mas e pra ti?
Uma pergunta muitas vezes estranha. E que nos remete a uma das condições da depressão, viver sob o domínio da validação do outro. Não tenho valor pelo que eu sou, mas sim pelo que dizem que eu sou.
Ai é claro, tudo se confunde ...
Assinar:
Comentários (Atom)
