quinta-feira, 3 de maio de 2018

Ciúme como possessão do outro

Li por ai, uma frase que não deixou de me chamar atenção. Ela dizia o seguinte: se você sente ciúme toda vez que seu namorado (a) vai sai, por que você namora? Uma frase que aparentemente não deixa de ter seu sentido na pergunta que ela implica, mas ela vai muito além disso. E justamente por ela ter seu valor, tiramos ela de jogada ao ar para implicada como nosso interesse. Em primeiro lugar, é normal sentir ciúme? Desde que você goste sim, mas há a questão de como e quanto é esse ciúme, pois pode ele tanto ser um desejo de preservação do objeto amado como um medo tremendo de perder. Neste sentido acho que  nos encontramos com o enunciado do começo do texto. Um ciúme invasivo, onde o medo de perde acaba se tornando impeditivo. No entanto, é importante observar que este medo também está relacionado com as ações do ciumento. Pois ter sempre um argumento para explicar ou dizer como o outro vai trair, também é uma projeção de dentro pra fora do desejo próprio de trair e como tu tem vontade do mesmo. Pode até parecer estranho a primeira mão, mas acusar em demasiado o outro de uma coisa que muitas vezes ele nem sabe do que se trata é uma forma de falar de si. É quase como manter as rédeas e dizer, eu posso trair, tu não, mas também tu não vai saber.

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