Poderíamos derivar nossa história a partir de nossas vivências e experiências que tivemos durante a vida. No entanto, enquanto não ponderamos sobre nós mesmos, pensarmos a própria história, tendemos a repetir padrões. Mas vamos com calma, não é algo que possa ser pensado de qualquer maneira e que se resolva como um segredo tal qual foi nomeado em um livro e como se vende em auto ajuda. Precisamos de ajuda profissional, de alguém que possa efetivamente nos ajudas. Aparentemente concebemos que se vai em procura desses profissionais para conversar, em busca de respostas, como se consultássemos um guru. Porém, essas tentativas são logo frustradas. Não obtemos as respostas que esperamos, mas sim mais perguntas. Perguntas inclusive que não faríamos se não tivéssemos procurado estes profissionais. Como você já deve ter percebido, estou falando de psicoterapia. Processo no qual colocamos nossa própria história em perspectiva, ou melhor dizendo, modelo que nos constrói uma história por nós mesmos. A própria história. Fenômeno este que causa as perguntas como dito anteriormente. Se inicia um novo processo em nossas vidas. Um modo de ampliar a capacidade de pensar e das respostas que encontramos. No entanto, ao mesmo tempo em que modificamos nossa forma de pensar, entramos dentro do próprio conflito, os abandonos que recebemos como os afogamentos por excesso de presença daqueles que nos cuidaram. Difícil ponderar e criar um resultado padrão a todos. O que é possível comentar se da a respeito da história da clínica e o relato daqueles que dela participaram. Como comentava Freud, o processo é como descer aos infernos, mas de lá voltar diferente. Não no sentido de perturbado, mas sim de quem aprendeu a andar pelos cantos obscuros da própria vida.
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