quinta-feira, 3 de maio de 2018

Não há nada tão estranho como nós mesmos

Não há nada tão estranho como nós mesmos. Primeiro achamos que sabemos tudo sobre nós mesmos, mas ai quando crescemos, vemos que não é bem assim. Como disse Françoise Dolto, é como se em nossa vida passássemos pelo complexo da Lagosta, onde conforme vamos crescendo a carapaça que tínhamos já não serve mais, então passamos um tempo desprotegidos sem casca, procurando outros modelos, tecendo a própria, tal como a passagem da infância a adolescência para depois chegar a vida adulta e estarmos nós estabelecidos do nosso jeito.
É próprio dentro de nosso desenvolvimento, que passemos por diferentes fases, de uma organização do mundo para uma calmaria e depois para uma busca por si, sempre motivados de acordo a como organizaram e nós mesmo recebemos o mundo primeiramente. Nisso buscamos nossa identidade, abandamos a idealização dos pais da primeira infância e procuramos ideais com os quais queremos ser parecidos. Até inventamos outros pais como substitutos dos nossos. No entanto, isso passa e voltamos a reconhecer o valor de nossos pais, mas não como antes. Agora temos nossos próprios critérios. No entanto, diferente da infância, não temos alguém que seja responsável por nós e possa nos explicar tudo, então criamos nosso próprio modo de perceber e entender. As próprias defesas quanto ao mundo. Mas e a nós mesmos? Pois é, quanto a este também. Mas se não tomamos contato conosco, sempre seremos estranhos a nós mesmos. Todo mal estar serve como fenômeno do acaso e se você não tá bem, não se sabe porque, então é preferível dizer que é fase. Bom, poderíamos mudar fase por funcionamento. Sim, substituímos fase pela que estou passando, por jeito que neste momento estou funcionando. Mas como isso?
Pois é, para poder responder esta e outras perguntas que surgem junto, é preciso que você possa entrar em contato consigo mesmo.
É como a perspectiva que preferes ter em relação a você mesmo.
E como fazer isso?
Pois então, este movimento e trabalho é um dentre os benefícios de uma psicoterapia. Convido você a fazer uma.

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