segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Amor um sentimento aprendido

Junto com a modernidade, muitos dos conceitos e ideias que temos hoje surgiram. Desde a literatura, como forma ficcional de escrever e o amor como sentimento. De fato muitas coisas surgiram como novas diante do advento da modernidade, mas aqui nos ateremos ao surgimento do amor como sentimento e desejo do outro.
            Durante muito tempo se sustentou, e ainda vemos resquícios hoje, que o amor é louco, insano e algo do qual o quanto mais longe ficarmos melhor será. Tais conceitos também nasceram com a literatura e a forma trágica de alguns respeitáveis autores em falar sobre o amor, pois ele ainda assustava quanto a seus efeitos. Alguns sempre sustentaram que amor é algo que acontece, e não tem explicações. Uma boa forma de fugir de suas origens e manter-se distante de sua forma de se enamorar amar alguém.
            Primeiro somos amados para que depois amemos, não amamos nossos pais desde que nascemos, mas porque eles nos amam, aprendemos a amar e amamos eles também. Não há amor que não tenha sido aprendido de alguém, como que transmitido a nós, desde nossos pais, familiares, pares, amigos e o jeito que buscamos em nossa vida aprender sobre o amor.
            Amar é uma forma de se dar, e dar ao outro ele mesmo. Como tudo na vida, ninguém nasce sabendo, mas se aprende.
            Muitas pessoas se confundem por dizer logo amar enquanto seu par não toca nem no assunto e quando obrigado a entrar sempre sai pela tangente. Alguns conseguem amar, no entanto não são todos, alguns ainda precisam amar.
            Uns amam com grande intensidade, outros com média e também há os que não conseguem amar. Como demonstração disso surgem às formas de vínculo e formas vazias de se ficar com alguém, o jeito adolescentão de se mostrar o todo poderoso, daquele que não consegue admitir e nem construir sua própria identidade, dando margem a uma sociedade que não quer crescer.
            Nem em sentido de identidade, nem nas relações com seus pares. Ninguém é de ninguém, mas todo mundo é de todo mundo. Relações vazias e líquidas como disse Bauman. Escorre entre os dedos, nada se fixa, tudo se realiza como se fosse apenas mais uma experiência, mais uma forma de gozar. No entanto esse gozar aqui não é como aquele que se conhece no cotidiano, como prazer, esse gozo sinaliza a compulsão do sintoma, o prazer é mínimo, muito mais em conta esta a necessidade de continuar cometendo os mesmos atos, dos mesmos jeitos.
            Ficar com alguém, se apaixonar com alguém parece ser arriscado, pois ninguém sabe sobre o outro no primeiro contato, e o primeiro contato sempre se tenta que seja o melhor possível, para que se possa seduzir, é preciso encenar.

            Se distorce o que é amor, é como se ninguém mais soubesse, podeis ter aprendido ao longo da vida, mas diante das frustrações e desenganos durante essa história, perde as esperanças em um verdadeiro e recíproco amor de um par.

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