Comumente
se costuma pensar, que psicoterapia e análise é pra louco ou para quem
realmente esta mal. No entanto a psicologia e as ciências de saúde mental tem
provado durante o tempo em sua prática que não. Fazer terapia é uma atitude de
saúde mental útil tanto a nível pessoal como empresarial.
Nas
terapias, onde objetiva-se a (cura), há uma melhora significativa em relação
aos projetos de vida, liberdade interior, segurança pessoal, conhecimento de
si, planejamento de futuro, novo planejamento de vida entre outros.
Muitas
coisas de fato mudam em uma terapia, mas é difícil assinalar todas, pois também
são casos individuais as mudanças em uma terapia individual. No entanto com
base no questionamento da própria vida o sujeito tende a mudar de perspectiva
quanto a si mesmo. Perceber que seus velhos modos já não servem mais e a
necessidade de mudança, o levam a uma maior liberdade interior, ajudando no
conhecimento de si mesmo e as dificuldades e muitas vezes auto-sabotamentos
elaborados por si mesmo, sem se perceber.
Tal
movimento, funciona como uma espiral no inconsciente do sujeito, onde a mesma
história sendo contada pelo sujeito de diferentes formas traz diferentes
elementos e auxiliam que junto as interpretações do terapeuta sejam quebrados
certos modos de funcionamentos que atrapalhavam o sujeito (sintoma), que fazem
parte de sua doença.
Mas
podeis questionar, comecei o texto falando que terapia não era só para loucos
ou quem fosse considerado doente. E é verdade mesmo, mas como fundamenta a
psicanálise, o psiquismo é fundado pelo trauma, e todo trauma desenvolve uma
doença psíquica. Durante muito tempo buscou-se postular o modelo mais próximo
do normal, no entanto na área psi, não há o mais normal, mas sim o mais perto
do saudável.
Diante
dessa fundação do psiquismo e os modos que operam durante as primeiras fases e
posteriores da vida, se formam diferentes tipos de mecanismos, alguns
permanecendo por toda a vida e outros deixando sua atuação com o
desenvolvimento. A maioria por fim persegue durante a vida, umas predominando
sobre as outras conforme a vida do sujeito.
Os
mecanismos de defesa e de funcionamento do sujeito por fim que mais perseguem
são aqueles relativos a seu psiquismo e modo de funcionamento. No entanto isso
não quer dizer que eles vão continuar sendo assim, pois é justamente isso que a
terapia vem questionar e modificar, as fixações do sujeito e os restos do
trauma, pois muito mais fica sobre o trauma o que foi sentido sobre este do que
a cena. Isso quando algo disso fica registrado. Há traumas onde não há essa
separação efetuada pelo recalque, se lembra perfeitamente da cena, mas não se
tem ideia do sentimento que houve ali, ou se sabe do acontecido e não se lembra
nem da cena nem de nada, apenas lhe vem a cabeça coisas relativas que se ligam
a cena.
No
entanto não é a cena e o trauma por fim o único centro, mas sim os efeitos
desse e os elementos que estão desligados, sem sentido, necessitando de
ligações substitutas e aquilo que nunca pode estar ali. Isso tanto vale para
sujeitos individuais como para um grupo no caso de uma empresa ou um grupo
terapêutico.
Os
elementos que buscam por substitutos são os que dão suporte muitas vezes ao
sintoma, nisso se vê nas empresas e na vida cotidiana em geral as projeções
sobre outros de coisas ruins de si que se quer expulsar de si e os elementos
identificatórios onde se busca por novas relações.
No
entanto há também o que nunca houve no sujeito, seja por falhas ou pela própria
origem do trauma que devido a energia psíquica que solicitou não permitiu novas
formações.
Quanto
a isso tudo por fim, uma terapia, análise ou consultoria sempre é uma opção em
favor do sujeito para que sua vida possa melhorar. Se, se vai ao médico por
saúde física, mesmo por precaução, optar por ir ao psicólogo também é uma
atitude correta.
Nenhum comentário:
Postar um comentário