quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Psicoterapia como saúde mental e bem estar

Comumente se costuma pensar, que psicoterapia e análise é pra louco ou para quem realmente esta mal. No entanto a psicologia e as ciências de saúde mental tem provado durante o tempo em sua prática que não. Fazer terapia é uma atitude de saúde mental útil tanto a nível pessoal como empresarial.
Nas terapias, onde objetiva-se a (cura), há uma melhora significativa em relação aos projetos de vida, liberdade interior, segurança pessoal, conhecimento de si, planejamento de futuro, novo planejamento de vida entre outros.
Muitas coisas de fato mudam em uma terapia, mas é difícil assinalar todas, pois também são casos individuais as mudanças em uma terapia individual. No entanto com base no questionamento da própria vida o sujeito tende a mudar de perspectiva quanto a si mesmo. Perceber que seus velhos modos já não servem mais e a necessidade de mudança, o levam a uma maior liberdade interior, ajudando no conhecimento de si mesmo e as dificuldades e muitas vezes auto-sabotamentos elaborados por si mesmo, sem se perceber.
Tal movimento, funciona como uma espiral no inconsciente do sujeito, onde a mesma história sendo contada pelo sujeito de diferentes formas traz diferentes elementos e auxiliam que junto as interpretações do terapeuta sejam quebrados certos modos de funcionamentos que atrapalhavam o sujeito (sintoma), que fazem parte de sua doença.
Mas podeis questionar, comecei o texto falando que terapia não era só para loucos ou quem fosse considerado doente. E é verdade mesmo, mas como fundamenta a psicanálise, o psiquismo é fundado pelo trauma, e todo trauma desenvolve uma doença psíquica. Durante muito tempo buscou-se postular o modelo mais próximo do normal, no entanto na área psi, não há o mais normal, mas sim o mais perto do saudável.
Diante dessa fundação do psiquismo e os modos que operam durante as primeiras fases e posteriores da vida, se formam diferentes tipos de mecanismos, alguns permanecendo por toda a vida e outros deixando sua atuação com o desenvolvimento. A maioria por fim persegue durante a vida, umas predominando sobre as outras conforme a vida do sujeito.
Os mecanismos de defesa e de funcionamento do sujeito por fim que mais perseguem são aqueles relativos a seu psiquismo e modo de funcionamento. No entanto isso não quer dizer que eles vão continuar sendo assim, pois é justamente isso que a terapia vem questionar e modificar, as fixações do sujeito e os restos do trauma, pois muito mais fica sobre o trauma o que foi sentido sobre este do que a cena. Isso quando algo disso fica registrado. Há traumas onde não há essa separação efetuada pelo recalque, se lembra perfeitamente da cena, mas não se tem ideia do sentimento que houve ali, ou se sabe do acontecido e não se lembra nem da cena nem de nada, apenas lhe vem a cabeça coisas relativas que se ligam a cena.
No entanto não é a cena e o trauma por fim o único centro, mas sim os efeitos desse e os elementos que estão desligados, sem sentido, necessitando de ligações substitutas e aquilo que nunca pode estar ali. Isso tanto vale para sujeitos individuais como para um grupo no caso de uma empresa ou um grupo terapêutico.
Os elementos que buscam por substitutos são os que dão suporte muitas vezes ao sintoma, nisso se vê nas empresas e na vida cotidiana em geral as projeções sobre outros de coisas ruins de si que se quer expulsar de si e os elementos identificatórios onde se busca por novas relações.
No entanto há também o que nunca houve no sujeito, seja por falhas ou pela própria origem do trauma que devido a energia psíquica que solicitou não permitiu novas formações.
Quanto a isso tudo por fim, uma terapia, análise ou consultoria sempre é uma opção em favor do sujeito para que sua vida possa melhorar. Se, se vai ao médico por saúde física, mesmo por precaução, optar por ir ao psicólogo também é uma atitude correta.

            

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