Diante do medo do desconhecido é histórico da
humanidade criar meios para lidar com esses. Salve o medo também sobrevivemos,
pois se não temêssemos nada e vivêssemos por ensaio e erro rapidamente sucumbiríamos.
Diferente dos animais diante dos efeitos da
humanização criamos o medo, medo não nasce com ninguém. Criamos o medo e
o desmisistificamos conforme crescemos.
Quando crianças tememos todos os lugares fechados ou escondidos, pois lá pode ter monstros. Depois de adulto entendemos que isso era coisa de nossa cabeça, mas mesmo assim ainda não entendemos coisas que são de nossa cabeça que continuam a nos assustar e provocar medo.
Quando crianças tememos todos os lugares fechados ou escondidos, pois lá pode ter monstros. Depois de adulto entendemos que isso era coisa de nossa cabeça, mas mesmo assim ainda não entendemos coisas que são de nossa cabeça que continuam a nos assustar e provocar medo.
No entanto não só o medo alimenta nossa forma
de ver o mundo e nossa forma auto teorisante de explica-lo. Alimentados pela
crença, sustentamos desejos, sonhos, compulsões. O número de certezas,
questionamentos faz parte de cada um. Em uns ela reveste-se de suspeita, em
outras se sente completamente suspeita. Mas não há quem sustente a crença e as
certezas toda vida.
A análise vem questionar a crença e propõe
alternativas ao paciente. que o levam do vazio representacional a novas
representações, acompanha o sujeito em seu drama.
Por isso é dolorído, pois não há uma exata respostas ou exato conselho. Há pensamento!
Por isso é dolorído, pois não há uma exata respostas ou exato conselho. Há pensamento!
Estar, entrar em análise, é colocar em trânsito
elementos da própria história, com o objetivo de a interpretar e dar sentido a
coisas soltas que buscavam se repetir pelo sintoma, como a sombra do próprio
sujeito.
Na interpretação analítica nos encontramos
diante do passado histórico, ressignificando nossa presença atual. Mais ou
menos como a lançadeira do tear que vai e vem, para trás e para frente,
permitindo que a trama se faça no meio, é fabricação transtemporal incessante.
Conforme HERRMANN (2001, p. 189) atrás há os
restos fantasmáticos do caminhar da sombra, que representa o passado que segue
e persegue. Na frente esta a iluminação dos sentidos potenciais, o poste e sua
lâmpada.
Não é a patologia o foco de uma terapia ou análise, mas sim a compulsão que insiste em repetir velhos traços, sobre parecidos moldes para que mantenha-se o sintoma e aquele modo de vida.
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