segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Setembro Amarelo uma reflexão sobre Suicídio


Cada data celebrada ou lembrada ocorre de acordo a importância do tema abordado. Assim nasceu setembro amarelo, com o fim de refletir sobre o suicídio, pois não podemos deixar de levar em conta, que ele não é muito levado a sério. Quando alguém fala do desejo de se matar é bobagem, ta querendo chamar a atenção. Pois bem, não é por ai que as coisas acontecem, mas sim que significam um aviso. No entanto, não é apenas desta forma que se anuncia um desejo do fim. Ele nasce do desgosto pela vida, pela falta de perspectiva de futuro. Poderíamos muito bem o significar por um passado que não passou, mas sim marcou e ficou, de tal forma que a imagem e conceito que a pessoa traz de si está borrado. É como se o relacionar-se com os outros que cada um traz a sua maneira dentro de si estivesse, digamos, assustado, pois os outros sempre são vistos como atacantes, ou como aqueles que não tem interesse por ele. Pra que viver?
São situações e sentimentos que parecem bobos, mas temos que ouvi-los, pois sabe-se que muitos tem-se feito de surdos frente a isso. De tal forma que surgiu recentemente o número 188, a disposição daqueles que pensaram em tirar a própria vida possam ter um apoio, alguém que os escute e dê ouvidos aos seu sofrimento.
No entanto, é importante considerar também, que há as formas de tirar a própria vida que são anunciadas pela fala como aqueles que se anunciam pelos atos, de tal forma que nem o próprio enunciador da fala ou cena percebe-se do que está fazendo. Um desejo do fim que não cessa, como se tivessem faltado barreiras diante de si mesmo e o sentido da vida, pois é este mesmo que fica em questão aqui. Qual o sentido da vida?
É como se nada valesse a pena, pois o próprio sentimento que a pessoa traz de si está marcado por um menos valia. No entanto, não há algo que configure um diagnóstico próprio ao suicídio, pois ele acompanha diversos tipos de sofrimento, tanto em estados caóticos como os menos caóticos. É bom prestar atenção a cada anúncio que se faz, pois eles estão muito ligados com o desejo de viver, e este é sustentado por aqueles que acompanharam desde a mais tenra infância, como o desejaram, conceberam e por fim o possibilitaram crescer.
Possibilidade esta que fica bloqueada quando há um desinvestimento. As coisas não tem mais consequência, tanto faz ... É como um jogo que quer dar um jeito de destruir algo. Dormir e acordar diferente. Mas nem diferente e acordar ficam possibilitados aqui.


segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Uma História da Medicina em Relação ao Corpo Humano

Como toda a ciência, a medicina teve seus aspectos evolutivos, sendo que primeiramente, em seus primórdios era tal qual a prática curandeira que conhecemos e vemos as práticas ainda hoje. Se acreditava que os males estavam de acordo com as emoções, receitando muitas vezes como forma de melhora o relaxamento e chás. Prática vigente ainda hoje, porém agora, diferente de outrora sabemos que não são exatamente os chás ou o relaxamento que curam, mas sim o ciclo do vírus que passou. Normalmente duas semanas como no caso da gripe.
A medicina tomou sua distância de tais práticas, quando se baseou no modelo cartesiano que compreendia o corpo como uma máquina. Junto com isso, surgiram as especulações sobre as bactérias e os vírus, de tal forma que tudo começou a ser concebido de acordo com a bactéria que deveria ser atacada ou vírus a ser eliminado. Se criou inclusive junto com isso, no começo do século XX um modo militar de tratar na medicina, se deveria atacar, bombardear os corpos que estavam causando um mal estar ao sujeito. No entanto, como é possível ver, a questão de emoções ficou de fora. Tanto que, o modelo de formação do médico não se baseia na intervenção com o paciente, mas com a doença deste, Tem-se diante do profissional um corpo doente, como que dessubjetivado.
A psiquiatria por fim, que se juntou a medicina depois de ter feito parte de seu corpo teórico a anatomobiologia, também ficou restrita a estes aspectos. No entanto, como demonstram as condições sociais e as próprias estatisticas médicas, a doença mesmo depois de curada pode voltar. Como se acreditava anteriormente, a história ambiental e subjetiva do paciente também compõe o quadro da doença
Mesmo a medicina não tendo tomado para si estes aspectos, a psicologia e a psicanálise o fizeram. Se dedicaram a estudar as condições mentais e do ambiente dos sujeitos que sofrem, que sofrem inclusive por algo que foge a este modelo fisicalista, sofrem também de modo abstrato, por pensamentos, ideias, fantasias ... Angústias ...
Com isso, encerro como uma importante pergunta, seria possível tratar aquilo que nãos e pode localizar geográfica ou anatomicamente?
Pode responder ao seu modo como crê isso, mas de toda forma, posso afirmar que sim. A psicanálise e a psicologia tem comprovado isso pela sua experiência e corpus teórico.

terça-feira, 24 de julho de 2018

Um duro golpe sobre a humanidade, não somos senhores de nós mesmos

A psicanálise desde sua criação resultou um grande golpe a humanidade. Se antes se compreendia o indivíduo como totalizado em sua consciência, se abriu a chaga onde isso não é mais possível ser sustentado. O Eu, já não é mais senhor de si mesmo, mas sim dividido em si no que lhe é conhecido de si mesmo e no que não sabe sobre si, mas pertence a si. O inconsciente. Diante disso, sempre se empregaram duras críticas a psicanálise, afinal surgiu como destruidora da fantasia que a humanidade tinha até então sobre si, tanto coletiva como individual. Hoje em dia, já não é diferente do mesmo. Vide o que se aplica e dizem as neurociências, as ideologias políticas, filosóficas, religiosas e científicas vigorantes de forma implacável desde a década de 1950. No entanto, não vivemos mais em tempos onde se impera o desejo, este aparece travestido de gozo. Se outrora tivemos a esperança hoje o que impera é a destrutividade, tanto nos campos da cultura como nos que a clínica apresenta. A cerveja, o cigarro e a droga surgem como resposta implacável a dor e o mantenimento das próprias ilusões. Tudo, menos ter que pensar a construção do mundo que tinha até então feito para si. O até então vale para quando houve o tempo da crise, porém a mesma não teve origem neste exato momento. Não adianta pular fora por meio da indisposição a origem e a incerteza que apresenta a biologização apresentada pelo discurso médico. De toda forma, se apela a um discurso que não evidencie e de sinais do inconsciente. A própria filosofia adotou outro linha. Os problemas estão voltados agora para o ser, assim como nas áreas medicinais a genético biologia. Tudo é herdado, não vos preocupais. No entanto, antes de encerrar, é preciso voltar a 1950 e os primeiros psicotrópicos criados como a clorpromazina, primeiro anti psicótico em prol da regularização dos doentes mentais. No entanto, isso apenas permitia o não surto daqueles que provavam a real existência do desconhecido de si, mas que não pertencia apenas a eles, mas sim a todos.

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Uma experiência construída de si mesmo

Todos conhecemos desde crianças a importância dos relacionamentos humanos, desde a amizade até as relações amorosas e conjugais. No começo temos curiosidade, queremos saber como que é, construímos nossas relações pela amizade. Quem nunca vivenciou a cena "não sou mais teu amigo!" e no dia seguinte tava na casa do amiguinho? Quem nunca disse, "não te amo mais, eu vou embora." Mas depois ligava dizendo que amava?
Bom, são expressões que não precisamos necessariamente ter dito, mas que se não dizemos, pelo menos já escutamos. Às vezes já se tornou tão palpável isso, que antes de ir embora e se fazer toda cena, se constrói tudo em uma cena. Briga, faz maior discussão, mas não vai embora. Aguenta a discussão no osso como se diz. Com uma angústia fulminante. Mas passa ...
Assim, cada um constrói aos seus modos, conforme suas experiências as próprias relações, sejam elas de amizade ou mesmo amorosas.
Pode ser até que tudo isso seja algo novo pra você, sendo que na sua visão, as coisas simplesmente acontecem.
Bom, é uma experiência também, passiva, mas é. E quem não tem uma experiência de passividade diante de si onde deixa as coisas passarem ou simplesmente acontecerem a deriva, como na espera de um milagre?
Pois é, nem sempre se tem força para aguentar ou acompanhar o acontecimento das coisas.
Mas vem cá, e o que se perde com isso?

segunda-feira, 18 de junho de 2018

O Brasil não será campeão

É costume que em toda copa do mundo uma nação torça que seu país seja campeão, ou que pelo menos faça uma boa campanha. No entanto, há situações em que como o país desenvolve sua campanha pouco interessa para muitos. Isso surge quando o país vai de mal a pior num todo. Como de conhecimento de todos acredito, já é entendível que eu falo do Brasil aqui, cujo time estreou ontem, 17/06/2018 e empatou o primeiro jogo, que muitos angustiaram como uma derrota. Nessa perspectiva de derrota, vou desenvolver minha ideia. Não interessa que o Brasil seja campeão do mundo, principalmente porque é time de um com o qual uma seleção de outros jogadores acompanham. Todos acredito eu, sabem de quem estou falando. Pois é, não precisa nem fala o nome. Mas a questão por fim, não é o time mal entrosado que não demonstra até o momento muita perspectiva, mas sim o país que este time representa, país que contrariamente ao que escreveu Martha Medeiros, não resolverá seus problemas na próxima eleição, pois os eleitos apenas representam o povo. Sim, temos o que merecemos. Se vai mal também. Isso ficou justificado na última greve dos caminhoneiros onde o brasileiro (originado no cortador de pau brasil) invés de ser solidário, explora e busca o ganho diante de situações de dificuldade. Como aprendemos em escolas, educacionais e técnicas, "o mundo é dos espertos". Logo, desde cedo aprendemos que tem-se que passar a perna, ser superior aos outros, ganhar como der. Mas mais uma vez voltando a seleção brasileira, ganhar como se quer, nem sempre dá, pois se fica só caindo não rola jogo, apenas cena. Mais uma vez, creio que todos sabem do que estou falando.
Bom, isso foi apenas uma digressão pra falar do quanto, tanto como nação como, com o futebol ainda somos uma piada. E Brasil país do futebol é uma vergonha. Bota teu amor na chuteira do pé como canta a canção propaganda, faz favor né. Somos muito mais do que isso. Mas ninguém vê ...
Muito mas, pois é, sinal de que as coisas não vão tão bem e não da pra se viver de aparências e ceninha.

quarta-feira, 6 de junho de 2018

A estranha capacidade de auto observação

Como disse Freud, quando Pedro fala de Paulo sei mais de Pedro do que de Paulo, pois este utiliza o outro para falar de si mesmo. Algo comum quando falamos mal, bem ou comentamos dos outros. Método para falar de nosso ódio, recusa, nossos afetos. Um encontro pelo outro consigo mesmo, mas sem saber. E é justamente com isso que lidamos quando falamos de inconsciente, com o não saber, pois estamos diante de uma parte da personalidade desconhecida de si mesmo, mas que temos acesso nos encontros que temos com os outros, sejam estes de nosso meio familiar ou do convívio social. Nestes encontros, observamos um legislador, um incentivador e um agente. É como resumir como nos dividimos a nós mesmos em cada encontro com o mundo dentro de nossa realidade interna. Um modo que se estabelece a partir de nosso modo de ser. No entanto, que é estranho a nós mesmos, que se passa pela nossa auto observação, como concebemos, controlamos a nós mesmos. Porém isso não é situacional, pois de pouco adianta entender o que fazer em situação x se não nos passa pela cabeça por quê. Nisso vemos os exemplos de auto controle que se usam e vendem por aí, como o contar, respira fundo. Até funciona, mas não vai muito longe. Tem efetividade breve, mas não se aplica a totalidade, é situacional e fugaz. O que nos obriga a voltarmo-nos para nós mesmos quando temos interesse em saber sobre si. É como se precisássemos passar pelos três campos da divina comédia de Dante Alighieri, o inferno, o purgatório e o paraíso, no entanto, não é possível o mesmo de qualquer forma e nem afoito, é preciso poder entender e respeitar a capacidade do próprio sujeito que busca adentrar por estes caminhos de neles adentrar. É como o sonho que você foge de alguma coisa e quando abre uma porta ou se daria início a uma nova cena acorda. Há algo ai que seria desorganizador ver, agora a questão é saber o que é.
Bom, isso são apenas formas de podermos ver a nós mesmos e nos auto observar, uma questão um tanto árdua, mas que se passa por nosso por vir, nossas potencialidades que precisam ser acolhidas e trabalhadas para que seja possível que nos encontremos atrás daquela porta que quando abrimos encerrou a cena. 

segunda-feira, 28 de maio de 2018

O que é a psicanálise? Quem somos nós?

Com o advento da psicanálise houve uma torção na compreensão que o homem tinha de si. Descobríamos que não éramos senhores da própria casa, que em nós há um estranho outro que escolhe, julga, deseja por nós. Porém que não é alheio a nós. Somos nós mesmos, mas em uma parte estranha a nós. Junto a isso criou-se uma diferente compreensão do humano a parir de sua história e sua inserção na cultura. Sempre de acordo com o tempo em que vive. Nisso, junto com a psiquiatria havia uma denominação das doenças, mais particularmente entre a psicanálise por Neurose, Psicose e Perversão, dando sua formação a partir destas três diferentes nomeações, no entanto, descobriu-se também que todos passam por algo que pertence a psicose, perversão e a neurose, tanto na melhor como a pior parte de si. Um texto que li hoje de Martha Medeiros, se não me engano falava disso inclusive, da parte perversa, do pior de nós mesmos que todos carregamos. Mas temos que cuidar aqui pra não se criar uma confusão sobre aonde vamos chegar, afinal de contas também, nenhum sujeito é único em si, traz um pouco de cada uma das partes loucas, más, compulsivas e defensivas de acordo com sua história. E nisso cabe destacar o verdadeiro espaço da doença mental que indubitavelmente habita a todos. Chama-se ele: Inconsciente. E é claro, como comprova a clínica e a sociedade em que vivemos hoje, ultrapassa em larga escala questões da perversão, psicose e neurose. Temos a depressão, a bipolaridade, os transtornos de humor, ansiedade, de personalidade. Por fim, são muitas as nomeações, mas um é o lugar onde se encontra o problema. Inconsciente. Algo que se atualiza diariamente, um espaço que traz e faz presente o passado e o futuro em um só tempo, em nossas escolhas, o modo como percebemos o mundo e o jeito mesmo que vivemos, por mais que seja este desconhecido de nós ou mesmo em partes conhecido. Importante é saber que por fim, acesso a ele por completo não temos, apenas fragmentos dele percebemos. Agora, isso não acontece a deriva e nem de qualquer forma. Se desejas saber sobre si, a dica é simples, procure uma análise. Mas mais uma coisa antes de encerrar: Não precisa estar nas últimas pra isso e nem em um modus operandis no automático onde só vai ... Você pode cuidar de si sem precisar estar na beira do precipício ou dele ter caído.

terça-feira, 22 de maio de 2018

O por vir de nós mesmos

Desde que nascemos nos encontramos em um por vir. Ser que nos tornaremos a partir dos encontros que temos desde a mais tenra infância, o modo como interiorizamos em nós esses encontros e a imagem dessas pessoas. Mais particularmente a mãe. Essa forma a qual interiorazamos diz muito sobre nossos encontros futuros com outros e a segurança que temos sobre nós mesmos. No entanto, não podemos isolar aqui unicamente a figura da mãe, pois esta vem ancorada pela família de origem sua e pelo pai, aquele que lhe dá o suporte quando necessário. Há os casos também onde a criação é acompanhada pelo convívio com os avós, figuras que exercem tanto um potencial criador por permitir e incentivar a criatividade da criança, como que inibem o mesmo. Isso vem carregado de afetos em relação aos pais e a própria vida que levaram os avós, pois como disse anteriormente, na mãe também se deve levar em consideração o ambiente da qual ela teve. Na mãe se passam muitos, desde o ambiente de criação, seus pais, a cultura na qual foi criada como os encontros que esta também teve. Mas, não podemos deixar de lado também as questões do desejo de ser mãe e do filho ou filha que gerou. Sendo que neste seu desejo vem marcado o porvir da criança, tanto daquilo que possibilita como do que não permite ser por falta de investimento.
Importante tocar neste tema, pois nos dias atuais temos visto muitos casos de depressão pós parto, tanto pela decepção com o corpo perdido devido aos ideais da cultura como por questões pessoais levados pela incerteza quanto ao desejo próprio de ser mãe, pois este muito se confunde com um desejo que os outros a impõe. O pai como disse anteriormente exerce fundamental importância neste papel, pois ele é figura influenciadora e sustentadora da mãe em seu cuidado, atenção e dedicação. Não nos encontramos mais em tempos bíblicos onde o reinado da casa estava única e exclusivamente sob os olhares da mãe, mesmo que isso ainda exista em nossa cultura. E mesmo neste tempo, o pai exercia grande influência naquilo que o filho ou filha iria vir a ser como daquilo que nunca poderia ser, pois aquilo não constava em seu desejo.
Nos encontramos em um tempo onde o olhar para si tornou-se tanto necessário como extravagante. Vivemos mais de aparências do que de verdades. Porém, não podemos nos perder da verdade sobre si e a que carregamos a cada encontro que temos com quem convivemos e viremos a conviver. É importante que possamos nós mesmos tomar-se a si diante das mudanças da vida, mas não como um caso que se apavora coma  metamorfose como em a Metamorfose de Kafka, mas sim que a própria metamorfose se torne estado de ser.

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Um sentido para além daquilo que se pensa sobre si mesmo

Poderíamos derivar nossa história a partir de nossas vivências e experiências que tivemos durante a vida. No entanto, enquanto não ponderamos sobre nós mesmos, pensarmos a própria história, tendemos a repetir padrões. Mas vamos com calma, não é algo que possa ser pensado de qualquer maneira e que se resolva como um segredo tal qual foi nomeado em um livro e como se vende em auto ajuda. Precisamos de ajuda profissional, de alguém que possa efetivamente nos ajudas. Aparentemente concebemos que se vai em procura desses profissionais para conversar, em busca de respostas, como se consultássemos um guru. Porém, essas tentativas são logo frustradas. Não obtemos as respostas que esperamos, mas sim mais perguntas. Perguntas inclusive que não faríamos se não tivéssemos procurado estes profissionais. Como você já deve ter percebido, estou falando de psicoterapia. Processo no qual colocamos nossa própria história em perspectiva, ou melhor dizendo, modelo que nos constrói uma história por nós mesmos. A própria história. Fenômeno este que causa as perguntas como dito anteriormente. Se inicia um novo processo em nossas vidas. Um modo de ampliar a capacidade de pensar e das respostas que encontramos. No entanto, ao mesmo tempo em que modificamos nossa forma de pensar, entramos dentro do próprio conflito, os abandonos que recebemos como os afogamentos por excesso de presença daqueles que nos cuidaram. Difícil ponderar e criar um resultado padrão a todos. O que é possível comentar se da a respeito da história da clínica e o relato daqueles que dela participaram. Como comentava Freud, o processo é como descer aos infernos, mas de lá voltar diferente. Não no sentido de perturbado, mas sim de quem aprendeu a andar pelos cantos obscuros da própria vida.

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Paixão como atormentadora de nossos estados mentais

A paixão é algo que não deixa de nos atormentar vida a fora desde que entramos na vida amorosa. Logo, desde cedo acumulamos experiências amorosas, com um ou mais parceiros conforme nossas escolhas a ficar ou namorar. Se suportamos nos apaixonar ou a paixão exerce uma função fugaz por nos apaixonarmos e isso nada mudar se não um momento. De toda forma, a paixão em si é fugaz, pois ela tem prazo de duração, entre 12 a 18 meses conforme estudos. Muda-se conforme o jeito de cada apaixonado. Se a paixão é algo que vem exerce sua função e vai embora, ou se ela é uma predisposição para o amor. Mas devemos tomar cuidado quanto a relação com o amor, pois este também se confunde muito com paixão, e amor se exerce todo o dia, no entanto, não como nos estados de paixão onde moram as incertezas. Como se pode ver, há uma questão temporal, se vai além daqueles momentos que se gostaria de eternizar. Amar é suportar as situações e estados bons e ruins, o que transcende a si mesmo. É abrir espaço junto a si de um outro. Um diferente de si com o qual se planejam de mútua forma um amanhã. Um futuro. Um porvir que como uma xícara pode cair e se quebrar, mas que mesmo diante da quebra podemos consertar e a xícara que se quebrou pode voltar a ser inteira de novo. Tudo depende do quanto deixamos um outro se aproximar e junto de nós exercer mudanças. Isso tanto no sentido ruim como bom. Tudo depende de cada história.

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Não há nada tão estranho como nós mesmos

Não há nada tão estranho como nós mesmos. Primeiro achamos que sabemos tudo sobre nós mesmos, mas ai quando crescemos, vemos que não é bem assim. Como disse Françoise Dolto, é como se em nossa vida passássemos pelo complexo da Lagosta, onde conforme vamos crescendo a carapaça que tínhamos já não serve mais, então passamos um tempo desprotegidos sem casca, procurando outros modelos, tecendo a própria, tal como a passagem da infância a adolescência para depois chegar a vida adulta e estarmos nós estabelecidos do nosso jeito.
É próprio dentro de nosso desenvolvimento, que passemos por diferentes fases, de uma organização do mundo para uma calmaria e depois para uma busca por si, sempre motivados de acordo a como organizaram e nós mesmo recebemos o mundo primeiramente. Nisso buscamos nossa identidade, abandamos a idealização dos pais da primeira infância e procuramos ideais com os quais queremos ser parecidos. Até inventamos outros pais como substitutos dos nossos. No entanto, isso passa e voltamos a reconhecer o valor de nossos pais, mas não como antes. Agora temos nossos próprios critérios. No entanto, diferente da infância, não temos alguém que seja responsável por nós e possa nos explicar tudo, então criamos nosso próprio modo de perceber e entender. As próprias defesas quanto ao mundo. Mas e a nós mesmos? Pois é, quanto a este também. Mas se não tomamos contato conosco, sempre seremos estranhos a nós mesmos. Todo mal estar serve como fenômeno do acaso e se você não tá bem, não se sabe porque, então é preferível dizer que é fase. Bom, poderíamos mudar fase por funcionamento. Sim, substituímos fase pela que estou passando, por jeito que neste momento estou funcionando. Mas como isso?
Pois é, para poder responder esta e outras perguntas que surgem junto, é preciso que você possa entrar em contato consigo mesmo.
É como a perspectiva que preferes ter em relação a você mesmo.
E como fazer isso?
Pois então, este movimento e trabalho é um dentre os benefícios de uma psicoterapia. Convido você a fazer uma.

Ciúme como possessão do outro

Li por ai, uma frase que não deixou de me chamar atenção. Ela dizia o seguinte: se você sente ciúme toda vez que seu namorado (a) vai sai, por que você namora? Uma frase que aparentemente não deixa de ter seu sentido na pergunta que ela implica, mas ela vai muito além disso. E justamente por ela ter seu valor, tiramos ela de jogada ao ar para implicada como nosso interesse. Em primeiro lugar, é normal sentir ciúme? Desde que você goste sim, mas há a questão de como e quanto é esse ciúme, pois pode ele tanto ser um desejo de preservação do objeto amado como um medo tremendo de perder. Neste sentido acho que  nos encontramos com o enunciado do começo do texto. Um ciúme invasivo, onde o medo de perde acaba se tornando impeditivo. No entanto, é importante observar que este medo também está relacionado com as ações do ciumento. Pois ter sempre um argumento para explicar ou dizer como o outro vai trair, também é uma projeção de dentro pra fora do desejo próprio de trair e como tu tem vontade do mesmo. Pode até parecer estranho a primeira mão, mas acusar em demasiado o outro de uma coisa que muitas vezes ele nem sabe do que se trata é uma forma de falar de si. É quase como manter as rédeas e dizer, eu posso trair, tu não, mas também tu não vai saber.

Aqueles que não podem gozar do próprio sucesso

Como anuncia o próprio título, isso é um tema polêmico, pois trata de uma questão de auto trapaça. Como quando você adquire um novo bem ou status e mesmo tendo tudo para ficar feliz, contente pela conquista, esmorece, fica triste, na linguagem popular, chocho. Uma situação, estado que normalmente não sabemos ao que atribuir, então preferimos dizer que está tudo bem, que nada acontece. No entanto, também sabemos sobre a questão da falta de energia que sentimos, então o desejo que temos varia entre querer ficar sozinho, como pela necessidade de estar com alguém devido ao próprio mal estar. Tudo depende da história de cada um. Mas agora tematizando nosso assunto, vamos nos voltar a um artigo de Freud onde ele fala exatamente deste tema, Os Arruinados pelo êxito. Cita Freud neste texto, um exemplo clínico e exemplos da literatura, como forma de ilustrar o desejo e luta por algo que queremos muito, mas que ao atingir, não merecemos.
Um exemplo da vida cotidiana pode-se aplicar ao sucesso profissional, algo que todos desejam, que você batalhou muito para ter, mas que que quando alcança, perde todo os eu valor. Como se não fosse digno.
"O trabalho analítico não encontra dificuldade alguma em demonstrar que são as forças da consciência que proíbem ao indivíduo obter a tão almejada vantagem da feliz mudança da realidade." (Freud, 2006, p. 332)
Sempre por fim, tematizarão algo nosso que nos aprisiona e nos impede de poder sermos nós mesmos. Nas palavras de Freud, lutamos contra um desejo que pode se tornar realidade. Presos nos mantemos a imagem ou opinião de um outro do qual dependemos tanto para aprovação como pra dependência.
Bom, de toda forma, tudo que eu possa descrever sempre vai abordar algo teórico, mas apoiado nos achados clínicos. Agora, se você se identifica de certa forma com isso, talvez seja importante se conhecer um pouquinho mais, que tal procurar um psicólogo?
Ir ao psicólogo, ou fazer psicoterapia, não significa ser louco nem estar doente, mas sim buscar um ganho na qualidade de vida e conhecimento de si.

domingo, 22 de abril de 2018

Brasil, o que aconteceu contigo?

Confesso que nos últimos dias, tem sido difícil penar alguma coisa fora do comum. Toda vez que se abre a internet tem um comentário ou um texto que fala, lamenta, critica, seja o que for, a política. E o pior, a maioria das vezes demonstra um sentimento de ódio ou injustiça, mas não exatamente no social, mas sim daquele que pensou o que escreveu, ou mesmo que simplesmente compartilhou a ideia de alguém. Bom, como é possível observar nisso já surge um tema, que de fato tem preocupado muito o povo brasileiro, e falando em brasileiro, importante aqui situar e marcar uma diferença histórica sobre o modo que surgiu o jeito de chamar alguém de brasileiro. Isso estava vinculado a quem cortava pau brasil, esses eram os primeiros brasileiros, na lógica ligada ao colono, escravo, alguém que exercia o gozo do colonizador, aquele que tinha o poder. Mas também não foi bem assim, pois o Brasil não era uma terra a se gozar. Não ficou instituído a frase: "este país não presta!"? Pois então, como podemos ver, há uma sequência de fatores que levam que estejamos onde nos encontramos. Se há justiça para uns, é armação para outros, é peso da justiça divina, que é importante também aqui assinalar, que está mais voltado isso pra violência divina, mas isso seria tema pra outro texto e que não poderia ser curto. Deixemos de lado. A questão que nos toca, é que enquanto sustentarmos a ideia que roubou, mas fez isso ou aquilo e tá bom, continuaremos a ser colonos dos colonizadores, os brasileirinhos, bem como aqueles que ganharam primeiramente este nome e que depois em nós, reclamam que esse país não presta. Pois é, muita coisa ainda tem que mudar, como a cultura, só educação não basta!
Se fossemos analisar como sujeito o Brasil e não seria má ideia, encontraríamos alguém que nasceu (ou foi encontrado) na selva, teve uma infância complicada, uma adolescência aventurosa e talvez debochada e uma maturidade menos gloriosa do que a gente gostaria etc.
"A oposição entre o colono e o colonizador, é como sempre, teatral: de fato o colonizador está dentro de todos nós, tanto quanto o colono."
 Calligaris Hello Brasil

terça-feira, 27 de março de 2018

Todos somos iguais, mas alguns ...

Todos somos iguais, mas alguns são mais iguais que os outros. Uma frase que se tornou clássica, de fato pelo seu valor literário, mas não só este, pois isso abrange uma realidade a respeito daquilo que se tornou social, justiça. Essas coisas que não se tem mais muito crédito por aí. Antes de continuar, quero retomar uma posição de Walter Benjamin quando fala que a história pertence aos vencedores, ou seja, aqueles que convencem com sua história, mas não que esta guarda o valor de verdade. Importante evocar isso, justamente por dar margem a dúvida de quando se crê em suas certezas. No entanto, voltando ao plano social, aqui nos convencemos pelos fatos, se quisermos ir adiante é preciso aplicar outras ferramentas, como a psicologia, psicanálise. Mas mantendo-se no plano dos fatos, temos visto uma degradação do social, pois com o jeito de querer provar a própria verdade se abre mais do que nunca o direito a impunidade. Situação a qual o povo se vê duplicado, tanto porque não aguenta como porque não faz nada. E poderia fazer alguma coisa?
De fato, nos vemos numa situação complicada, pois o sistema está corrompido, é preciso lutar contra este. No entanto, é importante mais uma vez pararmos para dar uma pontuada diante dos efeitos da massa que engolem os sujeitos, pois qual lugar melhor pra realizarmos nossas fantasias infantis, destrutivas ou seja quais forem do que em grupo?
Ai surge o super pai, o grupo dos que são fortes ... Falando nisso, não vemos diariamente comentários ou postagens no virtual que só os fortes fazem isso ou aquilo, como se os que não o fazem em conseguinte fossem os fracos ou fracassados? Uma mensagem que não é difícil de perceber que é pessoal pra quem mesmo a emite ou compartilha de seus ideais.
Bom, se fossemos continuar falando, ficaríamos um bom tempo discutindo sobre estes temas, mas quero finalizar isso com a questão da importância no reconhecimento da diferença do outro e ao mesmo tempo das semelhanças, mas que enquanto não reconhecermos nossa individualidade e responsabilidade nos feitos, nada é feito se não repetições ... Como se diz em história, o passado se repete como acontecimento.
Não se fala tanto dos movimentos nazistas pelo ódio ao diferente?
Bom, o buraco como se diz é bem mais embaixo, mas deixamos isso pra outra discussão.

sábado, 3 de março de 2018

Por que repetimos os mesmos erros?

Peculiar ... Uma palavra que pode descrever muito bem a característica essencial do ser humano. Isso em sua individualidade, sendo que esta, encontra-se em constante movimento junto com o social. Logo, não estamos sozinhos. Interagimos com os outros constantemente, com estes acertamos e erramos, assim como conosco mesmos. Nisso, estabelecemos nosso modo de se relacionar e de ser podemos dizer. Porém, junto com esse, dentro de erros e acertos, surge aquilo que a gente repete. Como escolha amorosa, profissional e pessoal. às vezes, repetimos simplesmente a mesma coisa. Mesmo que a experiência anterior tenha sido frustrante. Nos auto punimos quando percebemos disso. Seu burro! No entanto, não é a burrice ou inteligência o que fica aqui em questão, mas nós mesmos e o que leva a que façamos tal tipo de escolha. Que pode ser tanto por motivos que desconhecemos, como por algo que conhecemos. Exemplo disso, podemos usar daqueles que gostam de viver na adrenalina onde constantemente colocam sua vida em risco. Por mais que se os avise,d e pouco adianta. Eles tem consciência do que acontece com eles, mas da mesma forma, age uma força contrária a isso que domina a cena. Logo ter consciência disso de pouco serve. Da mesma forma a escolha amorosa. Não percebemos, mas criamos certo padrão em nossas escolhas e o pior, por quem nos apaixonamos, que parece uma força ainda maior a qual temos grande dificuldade de conter. Claro, se você conseguir amar, pois aqui também se encontra outra dificuldade a respeito das escolhas, pois escolher várias, ter um monte mas não ter nenhuma por mais que se diga que ama, também é um padrão. Um modo que fala da dificuldade de amar de verdade, de se encontrar em uma relação verdadeira.
Todos estes exemplos por fim, se ligam a nossa verdade sobre si mesmo. Algo de fato, não muito fácil de acessar, e que precisamos ter um profundo interesse para poder nos aproximarmos de e que também precisamos baixar nosso narcisismo, egocentrismo. Ser mais humildes em razão, e admitirmos que a isso não chegaremos sozinhos. Que se você quer saber por que repete certas cosias na sua vida, procurar um psicólogo é a melhor opção. Alguém que possa te ajudar e em um lugar em que você possa se escutar.

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Psiquiatria ou Psicologia pra quê e quando?

Uma pergunta constante dentro do meio comum, é quando procurar um psicólogo e quando procurar um psiquiatra? Pra que cada um destes serve? Como posso me ajudar indo no psicólogo? Ir no psicólogo é coisa pra louco?
Bom, vamos tentar responder estas perguntas começando pelas últimas e inserindo outras perguntas no meio do texto.
Psicólogo é pra louco, é uma questão um tanto quanto antiga, mas que ainda se mantem por questões de preconceito. Sem discriminar nem nada do gênero, a loucura é indicada para a psiquiatria se este for o caso, mas da mesma forma, psiquiatra não é profissão exclusiva da loucura, assim como não é a psicologia. Porém, temos de reconhecer que a loucura existe entre nós e há o exercício profissional deste ramo em ambas as profissões. Contudo, não é objetivo aqui esclarecer mais sobre isso. Continuando então com as perguntas, frequentes inclusive, se é melhor ir no psiquiatra ou no psicólogo. Bom, façamos um apanhado histórico antes de responder estas perguntas, pois é importante aqui considerar, que a psiquiatria somente foi reconhecida como ciência depois de ter aderido a biologia, em outras palavras, pode se tornar uma ciência médica somente por ser anatomobiológica. Por isso inclusive exames cerebrais de caráter investigativo por ressonância, tomografia, dentre outros. Uma forma de procurar possíveis lesões, pois seu foco é biológico, em outras palavras, seu objetivo é conter ou estimular a dosagem de dopamina ou serotonina de forma que o indivíduo possa ficar mais tranquilo. Ou questão de relaxantes musculares também como forma de conter a tensão. No entanto, isso não muda pensamentos. Os mesmos problemas que você tinha quando procurou em outras palavras, tendem a continuar. Logo, a escolha pelo profissional também varia conforme os objetivos da busca. Para uma busca imediata, para um alívio em nível de tensão se indica a procura psiquiátrica, no entanto, é importante junto com isso salientar, que esta busca um estado químico diferente, mas como disse anteriormente não de pensamento. Mas pra que pensamento? Hoje em dia parece tão difícil e esquisito cumprir isso ...
Pois é, para se falar algumas coisas, não podemos evitar certas palavras duras, como estas que acabo de descrever. Porém, quando sua busca se concentra em mudar seus estados de ânimo, é preciso poder pensá-los. Para isso existe o serviço psicológico. Porém, ainda é preciso esclarecer, que neste não se encontram formas mágicas e nem de rápida resposta, a não ser que seu problema o exija, como tirar carteira, passar num concurso ou coisas parecidas. Agora, quando você procura por estar com mal estar, depois de ter desistido de achar que aquilo ia passar, que era questão pura e simples de vontade, o que fica em questão é você como um todo.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Dr não consigo me apaixonar e agora?

Há coisas que quando vemos não deixam de nos impressionar. Hoje em dia, grande parte dessas ocorrem nos novos modos de linguagem. Os chamados memes, ou montagens mesmo que fazem com a foto de algum intelectual ou situação cotidiana. Neste sentido, me valho aqui de uma que vi de Freud, onde o suposto paciente reclama que não se apaixona. Mas o dr Freud acalma o mesmo e diz que não tem problema, isso é um dom. Bom, vou ter que discordar, assim como Freud discordaria de fato. Não conseguir amar, se apaixonar demonstra uma energia impossibilitada de investir. A paixão e o amor não precisam ser exatamente relacionados a namorados ou namoradas, amantes, ficantes, o que for que se conjugue na linguagem popular que se fala sobre. Pode ser como uma paixão platônica mesmo, onde se tem um amor impossível, ou simplesmente idealizado, mas não bloqueado. Agora, amar sem ser amado, é um motivo pra não poder amar. A conversa muda de rumo aqui, pois entramos num dos motivos que se ligam a pergunta feita ao dr. E a reformulando, poderíamos colocá-la assim: Freud, tenho me sentido preocupado (a), não consigo me apaixonar, nem amar ninguém. Então Freud ou o analista responderia: Bom, vamos ter que ver o que está acontecendo contigo. E nesta fala do analista, se faz o convite, caso o sujeito que faz a procura efetivamente deseje, de poder analisar a vida, pra poder saber ao que está ligado este ocorrido, acontecimento onde o sujeito se prende ao real. Me explicando quanto a esta última frase, se prende ao real como sentido daquilo que o sujeito não pode mudar sobre como as coisas e o mundo fora dele são. Agora, a forma de perceber e lidar com o mesmo é possível modificar. E é sobre esse ponto que se deve trabalhar caso queira estar livre pra de novo se apaixonar.

Uma crítica a psicologia que se diz não ser ouvida

Há uma pergunta frequente que rola entre profissionais e não profissionais sobre o por quê que a psicologia ainda é estranha em certas (grande maioria) de partes do brasil. Bom, sobre isso quero elaborar algumas hipóteses que se diz em psicologia mesmo. Pra discorrer sobre isso, quero usar exemplos do que se vê entre o meio e o maior problema, pra quem psicólogos e psicanalistas escrevem.
O meio universitário ta tão cheio de academicismo, que a linguagem que o estudante futuro profissional e então profissional se acostuma a usar, é linguagem técnica, conteúdo entendível entre os seus. Mas, se espera que os outros entendam também, como um mínimo de leitura esperada. Bom, então talvez esteja no momento de avaliar sobre pra quem estas escrevendo. Erros de linguagem compreensível a publico endereçado é comum acontecer, ainda mais como disse acima no meio de ensino que nos vemos inseridos, onde há uma questão de institucionalização do saber ou politicagem mesmo. Como se fossem estes os dois caminhos possíveis. Bom, não são, há mais do que isso, mas ....
É, é preciso traçar o próprio caminho, averiguar as terras que estão a diante com as tuas pernas. Como se diz em linguagem comum, pra aprende a gente tem que apanha um pouco ...
Neste mesmo sentido, há um aprisionamento da linguagem, como se falar daquilo que é da minha profissão fosse possível somente a aqueles da profissão, caso contrário se desvirtua tudo. Bom, neste caso, cometes doutrinação. Institucionalização do saber, mas sobre isso, destacamos brevemente acima. Deixamos da lado isso pra reflexão pessoal, talvez isso que eu esteja dizendo esteja errado. Eu adoraria isso.
Mas continuando aqui dentro de nossa breve conversa, voltamos a questão da doutrinação. E a pontuemos com um exemplo. Há psicanalistas que se destacam pela sua atividade, seus escritos e sua influência midiática, tal como acontece com Contardo Calligaris, um importante psicanalista que escreve crônicas na folha de São Paulo, que as mesmas já escritas foram publicadas em livro. Um psicanalista que se usa muito como referência. Por outro lado há outro não psicanalista, Leandro Karnal, o qual alguns não admitem que fale sobre psicanálise, pois ele não tem formulação, não sabe o que está fazendo. Bom, concordo que ele não vai ter a apreensão iguala  alguém que estudou psicanálise, mas mesmo assim exerce ele ótimos comentários e uma boa crítica quanto a psicanálise e a atividade que ela exerce. E outro mero detalhe, o bom tempo que teve de análise com o mesmo adorado Calligaris. Mas quem da bola ou sabe disso, é preciso entender o meio institucional, defendê-lo. Ninguém nos tira de nossos tronos de Deuses!
Pois é, então recomendo que conversem entre vocês mesmos. Aqueles que decidirem se aventurar pelo caminho dos deuses os seguirão, mas ainda haverão outros que andarão por outros caminhos e espantarão essa megalomania e mania de grandeza que os faz ser Deus. Mas de toda forma, parabéns, isso é um estado de completude ...

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Que tal uma explanação musical sobre o amor?

"E eu vou tratá-la bem, pra que ela não tenha medo, quando começar a conhecer os meus segredos"
Esta é uma das estrofes da música segredos da banda Frejat, uma música que tem uma letra, uma letra que fala do amor, da possibilidade de amar. E é neste ponto que vamos parar.
Suscita ela, diversas questões, nosso modo de amar e o desejo de amar diferente do que até então tínhamos amado. Buscamos o amor idealizado, fazemos juras de amor. Tudo em troca de um amor verdadeiro, bom pelo menso que nós supomos que seja. A tratamos bem, pra que não tenho medo, pra que ela não entre em desespero quando começar a reconhecer que não sou perfeito.
Temos medo de errar, aquele primeiro amor queremos alcançar. E isso já fala de um modo de amar, onde nos sentimos completos, um com o outro, mesmo que isso seja apenas possível como objeto da fantasia. E pois é, como é possível ir percebendo se de alguma forma foi se identificando ou não, isso não é uma forma interessante de amor, pois sempre nos vemos prendido no outro. Quando amo um outro, ele toma posse de mim. E é verdade, mas isso não quer dizer que me perco de mim mesmo, mas sim que há um respeito, uma espera por parte deste. Nenhum caminho pode ser de mão única, é preciso o caminho de vai e vem, mão dupla. Mas pra chegarmos a isso, devemos ter saído do modo de amar do amor primeiro, podemos nos sentir em paz com um outro, realizados, mas não depender deles pra podermos ser nós mesmo. Mas e se essa é minha forma de amar? Bom, sobre isso é importante então conversar. Se te causa estranhamento aconselho que busque ajuda profissional. Isso não é errado. O importante é como disse Freud, que o amor primeiro seja dirigido a nós mesmos, se não, efetivamente nos perdemos e quando amamos o outro toma posse de mim.

domingo, 7 de janeiro de 2018

Modos de produção pela ficção que influenciam ou falam de nosso modo de ser

Depois do romantismo, do surrealismo e dos modos de se fazer literatura, um que tem feito muito sucesso como modo de falar das realidades da vida humana, é a ficção. Nela se fala em realidades distantes, mas não muito sobre certas peculiaridades da humanidade a partir de atitudes, avanços tecnológicos. Em outras palavras. Se em 2017 realmente como acreditava no século passado, se houvesse carros voadores ...
Bom, se houvesse carros voadores, dentre as outras coisas que teríamos a mais, poderia ter se tornado verdadeiramente um saco. Veja-se a exemplo o que não se pensava no século passado. Celulares, netbooks, aplicativos virtuais ... E uma questão da superficialidade cada vez maior. Neste mesmo sentido, vemos algo que veio junto com a propaganda. Se diz o que você deve escolher, o que você deve comprar, o que deve ter. Assim surgiu a propaganda tal como a conhecemos. A quem ainda não sabia, isso se deve a Goebels. Mas continuando nosso raciocínio e as questões da ficção, se há algo de nosso tempo, e é próprio dele, são as séries, a maioria de realidades futuristas ou do fim do modo de vida como a conhecemos, mundos mágicos ...
Um das séries que tem feito sucesso, é black mirror, onde cada episódio ocorre de forma aleatória ao outro, mas todos trabalham problemas de nossa realidade em uma outra realidade um pouco distante, mas não tanto. Se no passado se começavam os romances por era uma vez, hoje poderiam começar, em uma realidade distante, mas nem tanto ...
Sob esta realidade, em diferentes episódios, cada um com um conteúdo riquíssimo, de deixar de queixo caido, as pessoas não precisam fazer mais escolhas, há aplicativos pra isso, seja aqueles que avaliam conforme a nota que você ganha pelos seus feitos sociais (em nossa realidade, curtidas e visualizações no facebook, instagram, twitter) que acredito que a maioria percebe o nível de quanto mais curtidas normalmente mais supercial. E outra forma também em outro episódio, quando você não escolhe com quem ficará junto contigo, o sistema mesmo escolhe. Não é isso que muitos desejam? Mas como em todo ganho há uma perda, se o sistema escolheu você não pode ficar sem. Vai ter que ficar o tempo que foi determinado até que surja outra combinação e a definitiva então surja depois da leitura de seu perfil e seu modo. Um modo interessante, afinal de contas, nos livra de um monte de problemas. Bom, claro que aparentemente. Mas mais uma vez, nossa realidade não está tão distante, frente aos aplicativos que vemos por aí, o negócio é o mesmo, mas ainda há a escolha se quer ou não a  combinação.
A questão maior, é que estes seriados tem demonstrado o gradativo empobrecimento das relações. Mas me valho aqui de uma importante sacada da psicanálise. Se você tem um problema hoje, há um motivo no passado que o determina. E claramente, não é só um, há uma questão de uma pessoa ai, que tem uma história, dificuldades, defesas, modo de ser. Que pode ser ajudada quando lhe é ofertada diferentes formas de poder perceber a própria vida e o mundo. Diferente dos livros de pseudo psicologia ou auto ajuda que fazem até comparações interessantes sobre como ser, mas nunca saem do nível de autoconsciência, como se pudêssemos ter controle de tudo. Mas, sempre que tentamos ter o controle de tudo ...
Nunca nenhum exemplo foi interessante.